Saúde

Roleta russa do sexo: Caso de gravidez aos 13 anos choca e acende alerta sobre educação sexual

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Psicóloga analisa consequências e reforça urgência de debates sobre sexualidade desde a infância  |   Bnews - Divulgação Shutterstock
Vitória Oliveira

por Vitória Oliveira

vitoria.oliveira@bnews.com.br

Publicado em 22/04/2025, às 06h20 - Atualizado às 08h20



O relato da professora Andréa Vermont sobre uma festa entre adolescentes, na qual uma aluna, de apenas 13 anos, engravidou após participar da chamada “roleta russa do sexo”, causou forte comoção nas redes sociais e acendeu um sinal de alerta sobre a educação sexual de crianças e jovens. O caso aconteceu em uma escola particular com mensalidades superiores a R$ 2 mil e evidencia a falta de orientação sobre sexualidade responsável.

Em entrevista ao BNews, a psicóloga e especialista em sexologia clínica Cláudia Meireles fez uma análise profunda do episódio, reforçando que a educação sexual deve começar desde o nascimento.

"É preciso ter muito cuidado com quem manipula e como manipula os órgãos sexuais das crianças. Estamos vivendo um processo de deseducação da sexualidade, com postagens irresponsáveis que criam modelos a serem seguidos", alertou.

Segundo a especialista, o consumo de pornografia por adolescentes tem distorcido a percepção sobre o sexo e contribuído para comportamentos prematuros e arriscados. "Vídeos pornôs criam padrões irreais de comportamento. A relação sexual é uma brincadeira de adultos, que exige responsabilidade, autoconhecimento e respeito mútuo", explicou.

Meireles também questionou a dinâmica do episódio envolvendo meninos e meninas, destacando a ausência de maturidade emocional e a necessidade urgente de orientação.

"Os adolescentes precisam entender que não é necessário seguir a turma. Antes de compartilhar o corpo com alguém, é preciso se conhecer e escolher com consciência", destacou.

A psicóloga ainda criticou a exposição pública da prática sexual no caso, que, além da gravidez precoce, pode resultar em traumas profundos e infecções sexualmente transmissíveis. "Atendemos muitos adultos marcados por experiências traumáticas na adolescência. O que falta é educação sexual de verdade. Precisamos agir de forma preventiva, com diálogo aberto, natural e respeitoso desde cedo", finalizou.

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