Saúde
por Leonardo Oliveira
Publicado em 06/10/2025, às 17h36
A gente sabe que correr traz enormes benefícios à saúde do coração, a redução do estresse e fortalecimento dos músculos. No entanto, uma questão tem afetado muitos que praticam tal atividade. O famoso “rosto de corredor”.
Do que se trata?
Trata-se de um rosto mais fino, com sinais de flacidez, como se estivesse envelhecido. Muitos conteúdos têm relacionado isso à prática da corrida. No entanto, segundo a dermatologista Marília Acioli, em entrevista ao Correio, não há evidências científicas robustas de que a corrida, por si só, cause esses efeitos.
“Não existe nenhuma comprovação de que esportes de impacto estão diretamente relacionados à flacidez da face. O que pode ocorrer é a redução significativa de gordura corporal e facial em atletas de alta performance, associada ao estresse oxidativo e à exposição solar frequente”, afirma.
O que levaria à isso?
A prática da corrida não está diretamente responsável pelo envelhecimento do rosto, mas alguns fatores relacionados à atividade podem contribuir para isso. Exemplo disso, são os treinos mais intensos e prolongados que podem diminuir a gordura localizada abaixo da pele e deixar o rosto mais magro.
Outro caso é quando o corpo é submetido a um esforço sem recuperação adequada. Isso provoca um aumento de radicais livres que afetam a elasticidade da pele.
Além disso, se expor ao sol, como acontece com diversos corredores de rua, acelera o fotoenvelhecimento e favorece o aparecimento de rugas, manchas e flacidez.
Como se proteger?
É fundamental realizar uma proteção solar ao correr ao ar livre, pois a exposição aos raios ultravioletas (UV) danificam fibras de colágeno e elastina, que são responsáveis pela pele firme e sustentada.
“O uso diário do protetor solar, mesmo em dias nublados ou chuvosos, é indispensável para prevenir o envelhecimento precoce da pele”, ressalta a dermatologista. Além disso, é necessário manter uma boa hidratação, adotar uma dieta rica em antioxidantes, praticar exercícios de força e evitar correr nos horários de maior intensidade solar.
Caso isso não seja o suficiente, existem tecnologias estéticas que podem contribuir. “As tecnologias estéticas atuam diretamente nas camadas da pele e dos músculos, estimulando a produção natural de colágeno e elastina, fibras responsáveis pela firmeza e sustentação da pele. Com aparelhos modernos, conseguimos tratar a flacidez facial e corporal, promovendo um efeito lifting, melhora da textura e até da definição muscular”, explica a fisioterapeuta dermatofuncional Jamile Miranda, diretora da Clínica Slim.
“Mesmo quem já apresenta flacidez pode ter excelentes resultados com o tratamento certo”, afirma a especialista. Os procedimentos são recomendados tanto para homens quanto mulheres que percebam perda de firmeza na pele, além de quem busca prevenir a flacidez e melhorar o contorno corporal e a autoestima.
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