Saúde

Setembro Amarelo: O papel essencial de projetos sociais como o CVV

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Voluntária do CVV destaca importância do projeto e reforça necessidade de ajuda clinica  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Imagem ilustrativa gerada por IA
Andreza Oliveira

por Andreza Oliveira

Publicado em 13/09/2025, às 06h00



O cuidado com a saúde mental é essencial para todos os públicos, no entanto, os acompanhamento de tratamentos muitas das vezes não são acessíveis à população, que muitas das vezes são pessoas que são menos privilegiadas economicamente. Logo, a existência de projetos sociais se torna algo essencial na vida de pacientes que muitas vezes se deparam com crises e precisam de um apoio, que se estendem a prevenção e ultrapassam as paredes dos consultórios. 


O CVV, o Centro de Valorização a Vida, oferece o serviço voluntário de escuta de forma anônima e gratuita disponível por 24 horas. A instituição conta com 3 mil voluntários e tem disponibilidade de inscrições por meio do site oficial. 


“Somos pessoas comuns que gostam de pessoas”, disse uma voluntária que optou não se identificar. “A pessoa não precisa se preocupar com quem está falando, de onde está falando. Esse diálogo acontece baseado na confiança, no respeito e na aceitação. A gente permite que a pessoa seja ela mesma. Nesse momento ela vai olhar para dentro de si e vai trazer tudo aquilo que está incomodando tudo aquilo que está fazendo com que ela sofra ou até mesmo um momento de alegria a pessoa não tem a quem dizer. Nem sempre a gente tem alguém perto da gente. Então, esse é o trabalho do CVV. Essa é a importância de tornar possível esse diálogo, para que falar aproxima as pessoas, falar permite que a gente esteja junto”, detalhou. 


A voluntária destacou que mesmo com a existência do CVV é importante que as pessoas procurem ajuda clínica. “O CVV não substitui os profissionais. Nós somos um pronto socorro emocional“, disse antes de completar: “Esse é o nosso trabalho Em busca de uma sociedade compreensiva, fraterna, solidária. Para que a gente possa viver plenamente E reduzir o índice de suicídio”. 


A psicóloga Karina Carvalho, destacou que o trabalho do CVV é essencial pelo fato de oferecerem uma “escuta ativa, acolhimento gratuito, sigiloso e sem julgamentos, muitas vezes sendo o primeiro passo para aliviar o sofrimento, a sensação de solidão e desespero, fortalecendo o vínculo com a vida e encorajando a busca por acompanhamento psicológico e/ou médico”. 


Além disso, ela destaca que as instituições, agem de maneira relevante para a sociedade com a realização de campanhas formações, materiais educativos que ajudam a reduzir o estigma sobre saúde mental. 


“Dessa forma, contribuem também com o trabalho dos profissionais da área e reforçam a mensagem de que sempre existe apoio disponível.”, acrescentou. 


A voluntária do CVV ainda revelou que para fazer parte do quadro de voluntários do CVV, todas as pessoas, maiores de 18 anos, podem se voluntariar ao trabalho de apoio, e reforçou a necessidade da assistência clinica nos casos. “Não precisa de nenhuma formação acadêmica”, disse. 


“Nós somos um pronto-socorro de sentimentos que estamos disponíveis para conversar com as pessoas que precisam, que precisam dizer o que estão sentindo, o que estão pensando”, reforçou. ‘Qualquer pessoa maior de 18 anos se inscreve pelo site cvv.org.br, passa por uma formação e assume a atividade de voluntário na rede CVV.”, explicou.

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