Saúde
Foi confirmada, nesta quarta-feira (8), pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL), a presença de norovírus em amostras de fezes humanas coletadas na Baixada Santista (SP), região afetada por um surto de virose e gastroenterite após as festas de fim de ano.
O norovírus, agente infeccioso que causa doenças gastrointestinais, tende a se espalhar rapidamente em locais com grande concentração de pessoas, como ocorreu no litoral paulista. A gravidade dos sintomas levou a jovem Amanda Caroline ao óbito, apenas uma hora após ser atendida em uma Unidade de Pronto Atendimento.
Além de Amanda, Caroline Rolim, de 20 anos, também sofreu com a intensidade da infecção, chegando a sofrer uma parada cardíaca e sendo entubada na UTI do Hospital Santo Amaro, no Guarujá.
O norovírus se transmite facilmente, especialmente por meio de alimentos e água compartilhados, e também pelo gelo, cujas águas podem conter bactérias patogênicas. Segundo a infectologista Carla Kobayashi, do Hospital Sírio-Libanês, o aumento de casos de viroses provocadas pelo norovírus nesta época do ano já era esperado.
"Nos períodos de alta temporada, esses quadros costumam ser os mais prevalentes nos atendimentos médicos e prontos-socorros, devido a hábitos típicos das férias de verão", explica Carla.
A infecção pelo norovírus dura entre 3 e 7 dias, com sintomas como náusea, diarreia, vômito, febre, dores de cabeça e no corpo. A transmissão ocorre tanto por contato direto, como através de superfícies contaminadas. Por isso, a higiene das mãos é fundamental para prevenir a disseminação do vírus.
Para evitar a gastroenterite, é recomendada a lavagem das mãos, de frutas e vegetais, o consumo de água filtrada e o cuidado com alimentos dentro do prazo de validade. Também é importante evitar aglomerações nas regiões litorâneas durante a alta temporada.
"A visita a áreas de grande aglomeração no litoral é um fator de risco para a diarreia. É importante levar medicação para sintomas iniciais e procurar atendimento médico caso o quadro não melhore em três dias", orienta Raquel Stucchi, infectologista da Unicamp e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, em entrevista ao G1.
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