Saúde

Urologista alerta para impacto da ansiedade no desempenho sexual dos homens e uso indiscriminado de medicamentos

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Profissional afirmou que muitos homens jovens chegam ao consultório com queixas como disfunção erétil e ejaculação precoce  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 22/08/2025, às 14h05



O urologista e sexólogo Dr. George Deprá Ferrari alertou, durante sua participação no programa De Cara com o Líder, apresentado pelo vice-governador, Geraldo Júnior, nesta sexta-feira, (22), sobre os principais desafios enfrentados pela ansiedade dos homens e que acabam usando medicamentos indiscriminadamente para melhorarem o seu desempenho sexual.

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O profissional afirmou que muitos homens jovens chegam ao consultório com queixas como disfunção erétil, ejaculação precoce e perda de libido, mesmo sem apresentarem problemas orgânicos. Sobre estes pacientes específicos, George Deprá Ferrari relatou:

“é bem interessante, porque no consultório recebemos muitos pacientes jovens sem nenhuma alteração física que justificasse esses sintomas. O que a gente percebe é um forte cunho emocional, principalmente ligado à ansiedade de desempenho”.


O especialista contou que este fator o levou a buscar formações adicionais em Sexologia Clínica e Psicoterapia Analítica:

Eu vi que havia um gap entre a medicina e as questões psicológicas. Hoje trato tanto os aspectos físicos quanto os psíquicos. Afinal, não tem como dissociar o corpo da mente. Quem chega com um problema físico também tem uma carga emocional, e quem traz uma questão psicológica vai manifestar isso no corpo”.


Uma outra questão abordada na entrevista foi o uso de medicamentos para ereção, como a tadalafila

Esses medicamentos ajudam na dilatação dos vasos, facilitando a ereção. O problema é quando o paciente, por ansiedade, passa a usá-los de forma indiscriminada. Isso gera uma dependência psíquica, porque o homem começa a acreditar que só funciona com o remédio. Essa bola de neve pode levar ao uso em doses cada vez mais altas, trazendo riscos e efeitos colaterais sérios. É claro que podemos lançar mão desses medicamentos em alguns casos, mas sempre com orientação médica e suporte psicológico”, destacou. 

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