Saúde
por Leonardo Oliveira
Publicado em 21/10/2025, às 11h24
Os desodorantes corporais se popularizaram com a promessa de controlar o odor, não só das axilas, mas de diferentes partes do corpo. Com isso, diversas marcas passaram a lançar produtos nesse segmento. No entanto, os dermatologistas destacam o cuidado que se deve ter com o odor corporal.
Como funciona?
Os desodorantes corporais são fabricados para neutralizar o mau odor que surge com a transpiração e, muitas vezes, são considerados seguros. Sua eficácia e duração podem mudar de acordo com alguns fatores como estresse, genética, alterações hormonais e condições médicas, como diabetes, distúrbios da tireoide e hiperidrose (produção excessiva de suor).
Ao contrário dos antitranspirantes, os desodorantes corporais não bloqueiam o suor e agem sobre as bactérias responsáveis pelo odor. Eles podem ser aplicados em várias partes do corpo, não apenas nas axilas.
No Brasil, muitos produtos têm fórmulas mais suaves, com menos álcool e fragrâncias, e podem incluir ingredientes que absorvem a umidade, mantém a pele hidratada e combatem microrganismos.
Observação e cuidado
“O cuidado com o odor corporal é importante, mas a aplicação de desodorante no corpo todo é mais uma tendência de mercado. Esses produtos podem complementar a higiene, mas não a substituem. Nem tudo é adequado para todas as pessoas, e muitas vezes o uso nem é realmente necessário”, afirma Bárbara Miguel, dermatologista do Hospital Israeltia Albert Einstein ao UOL.
A utilização de desodorantes corporais está mais relacionado a hábitos pessoais e à busca por conforto do que uma real necessidade. É importante pontuar que esses produtos não são indicados para pessoas com pele sensível ou que apresentam condições dermatológicas específicas. Nesses casos, é fundamental consultar um dermatologista antes de colocar a prática na rotina.
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Quem decide usar desodorantes corporais deve ficar atento à quantidade aplicada, pois o uso excessivo pode causar irritação, ressecamento e alergias de contato.
“A pele possui uma barreira natural de proteção e uma microbiota equilibrada. Quando aplicamos muitos desodorantes, antitranspirantes, perfumes ou sabonetes antibacterianos, isso pode causar ressecamento ou até desequilíbrio dessa flora, favorecendo o surgimento de doenças e até piorar ou provocar o mau odor em vez de preveni-lo”, explica Marcia Oliveira, dermatologista e chefe da clínica dermatológica HC-UFPE, vinculado à rede Ebserh, ao UOL.
É importante não usar em áreas íntimas, mucosas ou em regiões lesionadas. Outro cuidado importante é observar sinais de vermelhidão, coceira, descamação, dor ou alterações na coloração da pele, interrompendo o uso e consultando um dermatologista se os sintomas permanecerem.
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