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Conselho Internacional de Aeroportos pede que governos evitem reintroduzir medidas restritivas às viagens

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Conselho Internacional de Aeroportos para a América Latina e o Caribe fez recomendações aos governos

Publicado em 24/01/2022, às 16h24    Reprodução // Inframerica    Redação BNews

O Conselho Internacional de Aeroportos para a América Latina e o Caribe (ACI-LAC) fez recomendação aos governos para que evitem reintroduzir medidas restritivas às viagens aéreas para não comprometer a recuperação da industria da aviação e turismo.

Durante 2021, os importantes avanços na vacinação foram acompanhados pela eliminação de muitas das medidas restritivas ao transporte aéreo em todos os países da região, traduzindo-se numa melhoria progressiva na recuperação do tráfego aéreo. Enquanto em janeiro de 2021 o tráfego nos aeroportos latino-americanos representava 45% do mesmo mês de 2019, em novembro a recuperação representou 73%.

O aparecimento da variante Ômicron nas últimas semanas mostrou que a recuperação continua frágil: “A revisão de nossas expectativas dependerá, acima de tudo, de reações precipitadas ou não por parte dos governos. A Ômicron está rapidamente se tornando a variante dominante na maioria dos países e, de acordo com o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC), as restrições de viagem são ineficazes do ponto de vista da saúde pública e muito prejudiciais econômica e socialmente”, diz a ACI-LAC em nota.

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Um estudo realizado pelas consultorias Oxera e Edge Health sobre o impacto das restrições de viagens aéreas na disseminação de variantes no Reino Unido mostrou que as restrições de viagem são ineficazes na prevenção da disseminação de uma nova variante e que apenas a retardam um pouco.

O mesmo estudo mostra que os requisitos de testes adicionais estabelecidos pelo governo britânico não tiveram efeito na prevenção da disseminação da Ômicron, concluindo que, uma vez que a variante esteja presente em um território, as restrições de viagem não servem para impedir sua disseminação.

Os países devem continuar a aplicar uma abordagem baseada em evidências e riscos ao implementar medidas de viagem. Além disso, restabelecer a proibição de viagem não é apoiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). As proibições gerais de viagens não impedirão a propagação internacional e impõem um pesado fardo às vidas e meios de subsistência.

Da mesma forma, todos os países devem garantir que as medidas sejam revisadas e atualizadas periodicamente quando novas evidências sobre as características epidemiológicas e clínicas da Ômicron ou qualquer outra variante estiverem disponíveis.

Segundo Rafael Echevarne, diretor-geral da ACI-LAC, “o transporte aéreo tem se mostrado um meio de transporte seguro e os aeroportos latino-americanos têm sido muito responsáveis, implementando todas as medidas recomendadas pelos organismos internacionais para prevenir o contágio. A melhor maneira de combater a Covid-19, incluídas todas as suas variantes, são a vacinação da população, o uso adequado de máscaras e os protocolos de limpeza. O transporte aéreo é essencial para o desenvolvimento econômico e social dos nossos países e não podemos pôr em risco todo o importante trabalho de recuperação que fizemos no ano passado”.

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