BNews Turismo
Publicado em 12/12/2024, às 12h24 Alex Torres e Yuri Pastori
Durante o cortejo de barcos que levou a imagem da Virgem de Nossa Senhora de Guadalupe, criada e doada pelo artista plástico Vik Muniz, de Salvador até a capela de Nossa Senhora de Guadalupe, na Ilha dos Frades, na manhã desta quinta-feira (12), o historiador Rafael Dantas falou sobre a importância histórica da procissão marítima.
"O momento de hoje é muito bacana, porque a gente tem literalmente um resgate, que toca nas antigas procissões que aconteciam na Baía dos Santos, no século XVIII e no século XIX, e que com o passar do tempo acabaram se perdendo. Salvador, nossa capital, nasce justamente por conta da relevância marítima dessa região, da própria baía, do próprio recôncavo. A cidade era um grande entreposto comercial, era uma cidade portuária. O Recôncavo abastecia Salvador e o Recôncavo abastecia também parte do mundo Atlântico naquele contexto. Então, tudo que estava ligado ao mar tinha um link com a cidade, com a então capital da América Portuguesa naquele período. E atrelado a tudo isso, tínhamos a importância das igrejas, das capelas, a importância das procissões navais", explicou.
Rafael lembrou a mais famosa de todas as procissões, a de Bom Jesus dos Navegantes, que acontece sempre no início de cada ano.
"Era muito comum procissões menores que saiam de capelinha em capelinha nos encontros do rio com o mar, nas próprias regiões circundando o recôncavo da Bahia. Cada uma daquelas capelas tinha tradição, em épocas específicas do ano, de fazer suas festividades, de movimentar a comunidade naval, a comunidade dos dos pescadores, ainda hoje temos muitas festas na época de fevereiro, no passado ligado a Santana, Nossa Senhora da Guia, Santo Antônio, etc. E hoje a Fundação Bahia Viva, trabalho exemplar que Isabela Suarez vem fazendo ao longo de todo esse tempo, dar mais uma nova iniciativa pra que essa nova atividade, quem sabe, vire uma tradição e resgate as tradições que tão bem representam a cidade de Salvador e a Bahia", contou.
Assista a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe do artista Vik Muniz sendo colocada na capela:
Dantas também explicou que a iniciativa faz parte do turismo de experiência, turismo que deixa a pessoa não só um dia, mas vários dias no local onde ela visita.
"E tão bem representa Salvador, a Bahia, esses encantos que a nossa terra pode mostrar pra todo mundo. A Fundação Bahia Viva tem feito um trabalho de excelência aqui na região.Demais, tanto no que toca as questões ligadas à cultura, restauro de prédios históricos, como a Capela de Loreto, a Igreja", destacou.
Assista a entrevista completa com o historiador Rafael Dantas:
Classificação Indicativa: Livre
Imperdível
Smartwatch barato
Limpeza inteligente
copa chegando
Super desconto