BNews Agro

Calendário vacinal dos rebanhos promove sanidade animal, produtividade e sustentabilidade econômica

Apesar da erradicação da febre aftosa no país, pecuaristas devem manter vacinação dos rebanhos contra outras doenças  |  Divulgação / Pixabay

Publicado em 14/02/2025, às 12h31 - Atualizado às 12h35   Divulgação / Pixabay   Verônica Macedo

Garantir a sanidade do rebanho é uma das principais preocupações dos pecuaristas, impactando diretamente na produtividade, na segurança alimentar e na sustentabilidade econômica do setor. Um calendário vacinal bem estruturado, com reforços adequados, é essencial para manter os animais protegidos contra doenças infecciosas e preservar o desempenho da produção pecuária. 

Em 2023, o rebanho bovino brasileiro cresceu 1,6%, alcançando um recorde de 238,6 milhões de animais, segundo a pesquisa Produção da Pecuária Municipal, divulgada em setembro de 2024 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com o segundo maior efetivo bovino do mundo, o Brasil tem mais cabeças de gado do que habitantes (211,7 milhões), refletindo a importância do setor para a economia do país. Esse crescimento, no entanto, exige uma maior responsabilidade sanitária para evitar a propagação de doenças como febre aftosa, brucelose e clostridioses (tétano, carbúnculo, entre outras). 

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Em 2024, o Brasil avançou no Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PE-PNEFA) e se tornou livre da doença sem vacinação, uma conquista histórica que abre portas para exportação a mercados mais exigentes, como Japão e Coreia do Sul. Nos próximos meses, o país aguarda a decisão da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) sobre o reconhecimento oficial desse novo status sanitário. 

"Mesmo com a erradicação da febre aftosa, os pecuaristas precisam continuar atentos ao calendário vacinal, garantindo que os animais recebam proteção em tempo apropriado também para outras doenças, como brucelose, leptospirose e clostridioses. O compromisso com o cronograma de administração de vacinas e a observação constante de práticas recomendadas contribui para o bem-estar animal e a sustentabilidade econômica do negócio", explica Guilherme Caldeira, diretor de Categorias da Axia Agro, maior distribuidora e revendedora de insumos agropecuários do Brasil. 

A manutenção da saúde do rebanho por meio de um calendário vacinal bem-organizado é fundamental para prevenir surtos que possam se propagar rapidamente, aumentar a longevidade e a produtividade do rebanho, minimizar as perdas econômicas e garantir a segurança alimentar. A imunização recomendada para os bovinos inclui vacinas contra brucelose (B-19 e RB-51), vacinas polivalentes (clostridioses), vacina contra leptospirose e vacinas contra doenças respiratórias. 

“A falta de vacinação pode gerar impactos significativos, como perda de peso do animal, redução de desempenho, aumento de gastos com tratamento e cuidados de saúde de emergência e, em casos extremos, pode resultar na morte dos animais”, reforça Caldeira. 

Implementação do calendário vacinal nas fazendas 

O especialista traz algumas dicas importantes para o manejo eficiente da vacinação. “Primeiramente, é necessário consultar um veterinário para avaliar as necessidades específicas do seu rebanho, condições locais e potenciais ameaças. O cronograma deve ser elaborado com base na idade dos animais e nas temporadas endêmicas específicas. Além disso, é muito importante manter uma documentação rigorosa das vacinas administradas para cada animal, identificando o lote, data e validade das vacinas”, explica. 

Outro ponto levantado é a relevância da capacitação da equipe e avaliação constante da necessidade de ajustes para lidar com novos avanços em imunização e conformidades regulatórias. O uso da tecnologia também é bem-vindo. Aplicativos e softwares de gerenciamento de rebanho podem auxiliar na programação e monitoramento das taxas de vacinação. 

“Os reforços vacinais também devem ser observados. A frequência pode variar, conforme a vacina e as recomendações locais. A maioria das vacinas exige reforços anuais, mas algumas, como a clostridiose em animais primos-vacinados, necessitam de reforço após 30 dias. Para brucelose, devemos ter uma atenção especial para a vacinação de fêmeas jovens, que é realizada uma única vez”, complementa Caldeira. 

Com um portfólio abrangente, a Axia Agro, maior distribuidora e revendedora de insumos agropecuários do Brasil, oferece uma gama de produtos veterinários voltados à saúde e ao bem-estar animal. Suas soluções, incluindo endectocidas e vacinas, estão disponíveis nas lojas da Casa da Lavoura nos estados de Rondônia, Acre, Amazonas e Mato Grosso, e nas unidades da Agroline, com presença física em Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará, além da venda on-line. 

A adoção de um calendário vacinal estruturado, aliada ao uso de tecnologias e boas práticas sanitárias, é decisiva para garantir a sanidade dos rebanhos e manter a competitividade do Brasil no mercado global de carne bovina.

Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no Youtube!

Classificação Indicativa: Livre


Tagssegurança alimentarfebre aftosadocumentação de vacinasmanejo eficiente de vacinaçãovacinas para bovinossustentabilidade econômicaimunização bovinamercado global de carne bovinaprodutividade pecuáriasanidade do rebanhotecnologia na pecuáriaprogramação de vacinaçãocapacitação da equipecalendário vacinal

Leia também


Nebulosidade prolongada prejudica soja, mas manejo nutricional pode minimizar danos, diz especialista


Especialista explica quais são os impactos que o novo comando nos EUA pode gerar ao agronegócio brasileiro