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“Era como se fosse um filho”, lamenta tutora de cachorro que morreu após pular em policial

Cachorro que morreu após pular em policial não resistiu aos ferimentos durante cirurgia  |  Reprodução/TikTok @meugoldenchurros

Publicado em 12/09/2023, às 09h05   Reprodução/TikTok @meugoldenchurros   Milena Ribeiro

A empresária, Iasmin Lima Peçanha Avelar, de 32 anos, tutora do golden retriever, chamado Churros, que morreu ao pular em um subtenente da reserva da Polícia Militar de Minas Gerais (PM-MG), disse que a perda do pet é irreparável e o comparou com um filho.

Iasmin relembrou a situação aterrorizante em que ela viveu, na companhia do seu marido, da sua filha de um ano e dos seus irmãos, de nove e 12 anos. A família passeava pela rua Vitória da Conceição, na Praia do Morro, em Guarapari, no Espírito Santo, com o cachorrinho de três anos, quando se depararam com o suspeito.

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Churros era filhote do cachorro de Iasmin e morava com os pais e irmãos da empresária, mas tinha contato frequente com ela, já que passeava por aquelas redondezas com a mulher todos os dias.

"Uma vez que buscava as crianças na escola, levava ele junto, mas na guia ou então, quando passeava no calçadão, também sempre na guia", disse Iasmin à Folha Vitória. No dia do ocorrido, estava acontecendo uma festa na casa dos pais da empresária, então ela decidiu caminhar com o pet para ele fazer suas necessidades fora da residência.

No passeio, Churros se aproximou do subtenente da reserva, que não gostou da aproximação, sacou uma arma e atirou no doguinho. "Eu entendo que pessoas podem não gostar de cachorro, eu respeito isso, menos ter feito o que ele fez, principalmente na frente das crianças, que ficaram desesperadas", contou.

Mesmo com os tiros, Churros não morreu na hora. Ele ainda foi socorrido e levado a uma clínica veterinária, mas não resistiu aos ferimentos durante a cirurgia.

"Além da perda, que é irreparável, que nenhum outro cachorro substitui, ele era como se fosse um filho mesmo, da forma que ele era tratado e nada vai substituir", afirmou Iasmin.

A empresária ainda contou que a situação apavorou as crianças, que viram a cena de perto. “As crianças pediram: ‘pelo amor de Deus, não faz isso’. Ele não pensou duas vezes na hora que atirou”, relembrou.

Iasmin ainda acrescentou que o suspeito “foi muito frio” e “não falou muita coisa além de que ele ia matar o cachorro”. "Ele continuou com a arma apontada. Ele apontou a arma para as crianças, ele apontou a arma para mim, ele apontou a arma para o meu esposo, ele saiu andando como se nada tivesse acontecido, ainda com a arma na mão, até ele guardar", acrescentou.

A cena aterrorizou a todos, mas ainda mais o irmão de nove anos de Iasmin, que estava ao lado de Churros no momento. "Quando eu cheguei em casa, o meu irmão estava caído no chão da cozinha, se batendo desesperado e minha irmã também", disse.

No perfil do pet, um post foi feito para anunciar que a presidente da CPI dos maus-tratos contra os animais, a deputada Janete de Sá, fez um convie para a Oitiva da CPI, que ouvirá os envolvidos do caso, nesta quarta-feira (13), às 18h30.

O subtenente da reserva, Anderson Carlos Teixeira, foi preso em flagrante no último sábado (9), mas passou por uma audiência de custódia, no domingo (10), e o juiz de plantão, Rubens José da Cruz, concedeu a liberdade provisória a ele sem o pagamento de fiança.

Classificação Indicativa: Livre


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