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Publicado em 07/07/2024, às 07h00 Foto: Ilustrativa / Pixabay Gabriela Icó
Algumas doenças não atingem exclusivamente os humanos, como é o caso da hiperlipidemia. Essa enfermidade se caracteriza pela elevação das principais gorduras no sangue, como colesterol e triglicerídeos. Entre as principais consequências da hiperlipidemia estão embolias, tromboembolismo gorduroso, pancreatite, diabetes, fígado gordo e colestase hepática, entre outras.
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De acordo com a professora e doutora, Márcia Jericó, médica-veterinária da BRF Pet, os sintomas da hiperlipidemia em animais são silenciosos e inespecíficos. "Percebemos mais quando o quadro já está evoluído. É como a hipertensão. Então, você vai perceber através de eventos que não são marcadores, mas estão associados", explica . Alguns sinais que os pets podem apresentar são: muita sede (polidipsia) e muita urina (poliúria). Eventualmente, eles têm dores abdominais, mas são sintomas muito inespecíficos. E o que vemos são as complicações e as doenças relacionadas", alerta.
A doença pode ser diagnosticada por meio da medição do colesterol e dos triglicerídeos no sangue do animal. "É importante que o animal esteja em jejum de no mínimo 8 horas e, idealmente, de 12 horas", orienta a especialista aos tutores. Após o diagnóstico, é estabelecido um protocolo de abordagem com medidas como uma dieta pobre em gorduras (menos de 10%, geralmente adotada em casos de animais obesos) e atividade física.
É possível prevenir a hiperlipidemia nos casos em que a doença é secundária a algum problema de saúde do animal. Algumas causas apontadas pela especialista incluem obesidade, uso de corticosteroides e do anticonvulsivante fenobarbital, além de doenças como diabetes, hiperadrenocorticismo (comum em cães e gatos) e hipotireoidismo.
Ainda segundo Márcia Jericó, também podem ocorrer casos em que a hiperlipidemia se apresenta em animais sem doenças. "Se for de uma raça como Schnauzer, Yorkshire e até mesmo Beagle, ele pode ter o que chamamos de hiperlipidemia primária. Quer dizer, ele pode ser super magro, não ter nenhum problema de uso de corticosteroides ou de anticonvulsivantes ou nenhuma doença e, mesmo assim, desenvolver a hiperlipidemia." Esse tipo de quadro é mais raro, equivalente a 5% dos casos, mas os cães da raça Schnauzer são grandes candidatos a essa situação.
Já a médica-veterinária nutróloga da BRF Pet, Mayara Andrade, indica que uma das primeiras medidas de tratamento da hiperlipidemia é analisar a relação da doença com a alimentação do animal. A profissional lembra aos tutores que, em muitos casos, é necessário recorrer ao tratamento medicamentoso aliado ao reajuste da alimentação.
"Os alimentos light ou específicos para a obesidade são boas opções. A alimentação correta, considerando características individuais e ambientais dos animais, pode ser uma grande aliada tanto na prevenção quanto no tratamento", explica.
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