Justiça

Desembargador relata ameaça em via pública

O desembargador acredita que a situação poderia ter sido pior por causa da atitude do motorista  |  Divulgação / TJ-SC

Publicado em 18/09/2025, às 07h43   Divulgação / TJ-SC   Lucas Pacheco

O desembargador João Marcos Buch, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, relatou ter sofrido uma ameaça no centro de Florianópolis, capital catarinense, nesta quarta-feira (17). O magistrado desabafou sobre o caso por meio de uma postagem em suas redes sociais. 

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Segundo Buch, por volta do meio dia, enquanto caminhava na rua, acompanhado de dois assessores, um carro que passava ao seu lado reduziu a velocidade e um ocupante gritou, em tom intimidatório: “Petista não entra no meu Uber”. O desembargadou afirmou que, no início, não ententeu o que tinha sido dito, mas o homem parou o carro e repetiu a frase.

Reprodução

João Marcos Buch apontou ainda que se dirigiu ao agressor, sem entender, e pela terceira vez a fala foi repetida. Ele acredita também ter ouvido “bicha e petista não entram no meu carro”.

O desembargador, eleito por unanimidade pelos demais integrantes do TJ-SC, em fevereiro deste ano, pelo critério de antiguidade, é conhecido nacionalmente por sua atuação antipunitivista, antirracista e em defesa dos direitos humanos e das pautas LGBTQIAPN+. 

Para o magistrado, a forma e a maneira como o motorista se dirigiu a ele indicaram que poderia ser sacada alguma arma e ocorrer um disparo, "tanta era a virulência com que se comportava". Ele destacou que a suposição de filiação partidária é sem fundamento. 

"Afastei-me, receoso de que poderia ser intencionalmente atropelado. O motorista saiu em forte arrancada. Conseguimos fotografar o carro e a placa. Independentemente do fato de que um magistrado não pode ter filiação político-partidária e que, mesmo que quisesse, eu não poderia ser petista e, portanto, a intimidação verbal daquele motorista não tem absolutamente fundamento algum, senti-me ameaçado como poucas vezes antes na minha vida", disse.

O desembargador João Marcos Buch alegou que tomará todas as providências cíveis e criminais cabíveis e também comunicará o fato à Uber.

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