O julgamentodos dois homens acusados de assassinar o cabeleireiro Valdir Macário, conhecido como Valdir Cabeleireiro, foi adiado mais uma vez em Salvador. A sessão do Tribunal do Júri, prevista para esta quinta-feira (6), acabou suspensa após a defesa de um dos réus deixar o processo.
A interrupção ocorreu depois que os advogados de Patric Ribeiro Tupinambá renunciaram à defesa.
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Como a legislação impede que um acusado seja submetido a júri popular sem representação jurídica, o juiz determinou a nomeação de um defensor público para assumir o caso e analisar os autos.
Com isso, o julgamento de Edgar da Silva Santos, que também seria realizado na mesma sessão, foi automaticamente adiado. A nova data foi marcada para 25 de agosto.
Relembre o caso
Valdir Macário foi morto a tiros em 12 de novembro de 2016, dentro do salão de beleza onde trabalhava, na Avenida Vasco da Gama, em Salvador. As investigações do Ministério Público apontam que Patric e outros dois homens invadiram o estabelecimento armados, enquanto Edgar teria permanecido do lado de fora dando apoio à ação.
Ao perceber a invasão, Valdir tentou se esconder no banheiro, mas foi alcançado e morto.
De acordo com o MP-BA, o crime teria sido motivado por ciúmes e vingança. Edgar suspeitava que Valdir havia facilitado o relacionamento entre seu irmão, Reginaldo, e sua então companheira. Ainda conforme a investigação, antes da morte do cabeleireiro, Edgar também teria ordenado um atentado contra o próprio irmão, pagando R$ 20 mil pela ação.
Durante os interrogatórios, Edgar confessou que mandou matar Valdir por causa da suposta traição. Já Patric admitiu participação na invasão do salão, mas afirmou que não foi o autor dos disparos. Outros dois suspeitos citados nas investigações nunca foram identificados.