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Publicado em 10/07/2026, às 11h34 - Atualizado às 12h30 Reprodução/Redes Sociais Camila Sales
Em um vídeo publicado nesta quinta-feira (9), William Gusmão, irmão de Virginia Fonseca, se pronunciou após ser condenado por importunação sexual pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). No vídeo ele afirmou que a vítima, Rauriceia Martins da Costa, estava mal-intencionada no momento em que o ocorrido e garantiu que não encostou a mão nas partes íntimas dela.
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“Tem tanta coisa errada! Em primeiro lugar, nunca vai existir uma mão minha na bunda dela, porque eu nunca encostei na bunda dela e nunca fiz isso em toda a minha vida. Mas ela continua dizendo que eu botei a mão na bunda. O que aconteceu? Ela pediu para tirar foto comigo, botei a mão nas costas dela. Ela falou: ‘Essa foto não ficou boa’. Pediu outra foto, tirei outra foto. As minhas mãos nas costas dela. Ela falou: ‘Outra foto’. Tirei três fotos com essa menina. Fui para um canto com um amigo. Ela voltou com uma menina filmando atrás dela e começou a xingar a minha mãe e a minha irmã do nada. Percebi que a menina era muito maldosa e queria alguma coisa de errado comigo. Ela sumiu porque eu não fiz nada. Ela queria que eu tivesse feito alguma coisa física com ela”, disse ele no post compartilhado no story do Instagram.
O caso ocorreu em 2023, na cidade de Jussara, no noroeste goiano. Inicialmente, William havia sido absolvido em primeira instância, mas a decisão foi reformada de forma unânime após recurso apresentado no processo.
Em nota, a defesa de William informou que discorda da condenação e comentou que a decisão ainda não é definitiva. Os advogados afirmaram que irão recorrer por entenderem que o acusado é inocente.
O advogado Juliano Vettori, integrante da defesa, gravou um vídeo se pronunciando sobre as recentes notícias envolvendo seu cliente. Na declaração, ele repudia o que classifica como um tratamento "sensacionalista" por parte da mídia diante do resultado do julgamento de um recurso no Tribunal de Justiça.
Vettori esclarece que a decisão atual não é definitiva e ressalta que, segundo a legislação brasileira, ninguém pode ser considerado culpado até o trânsito em julgado, ou seja, quando se esgotam todas as possibilidades de recurso. Ele afirma que a defesa recorrerá aos tribunais superiores, argumentando que a decisão contraria tanto as provas dos autos quanto as decisões de promotores e procuradores de justiça de primeira e segunda instância.
Por fim, embora demonstre respeito pela mídia, o advogado faz um apelo para que a imprensa e o público evitem precipitações, destacando que William não pode ser condenado antecipadamente apenas por ser irmão de uma pessoa famosa.
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