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Publicado em 04/11/2026, às 06h33 Reprodução/SPORT Samuel de Jesus
O Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina (TJD-SC) suspendeu o ex-atacante Diego Souza por 360 dias após julgamento realizado na terça-feira (3). Atualmente técnico do Joinville, ele foi punido por utilizar um documento considerado falso para obter licença profissional de treinador. O ex-atleta ainda recebeu uma multa de R$ 20 mil.
🚨 DIEGO SOUZA É SUSPENSO POR UM ANO DO FUTEBOL APÓS SER CONDENADO NA JUSTIÇA DESPORTIVA POR USAR LICENÇA FALSA DE TREINADOR DE FUTEBOL ❌ Além da punição, ele terá que pagar uma multa de R$ 20 mil. Diego ainda pode recorrer. https://t.co/dJ1NsDTCVv
— CazéTV (@CazeTVOficial) November 4, 2026
O caso está relacionado a uma investigação sobre a comercialização de licenças falsas de treinadores, envolvendo o ex-jogador argentino Alejandro Mancuso. A decisão foi tomada por unanimidade pela 1ª Comissão Disciplinar do tribunal.
Segundo a denúncia, a Associação de Técnicos do Futebol Argentino (ATFA) informou à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que não existia registro acadêmico do treinador Diego Souza no curso indicado em seu diploma, supostamente emitido em dezembro de 2023.
A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) informou que não encontrou registro de licença em nome do ex-jogador. A CBF também identificou inconsistências na data do documento e na assinatura do secretário-geral.
Diego afirmou que acreditava na autenticidade da documentação adquirida por intermédio de Alejandro Mancuso. O treinador declarou ser vítima de golpe e afirmou que não tinha conhecimento sobre a falsidade da licença.
Durante o julgamento, Diego se emocionou e afirmou que procurou a CBF assim que tomou conhecimento das suspeitas envolvendo o documento. A Procuradoria do TJD-SC, por sua vez, afirmou que Diego apresentou pessoalmente a documentação ao Joinville, que utilizou os certificados para solicitar seu registro profissional junto à CBF.
Diego Souza continuará acompanhando as atividades do Joinville, mesmo com a punição. De acordo com o clube, o auxiliar Raphael Bahia ficará responsável por comandar a equipe durante o andamento do caso.
O treinador do time catarinense já havia sido suspenso preventivamente por 30 dias em outubro. Esse período será descontado da punição definitiva, restando apenas 340 dias de afastamento.
O caso poderá ser levado ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). A defesa ainda pode recorrer ao Pleno do TJD-SC.
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