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Publicado em 10/07/2026, às 17h47 Reprodução | All HilaL Maiara Lopes
Jorge Jesus iniciou oficialmente sua trajetória no comando da seleção de Portugal nesta sexta-feira (10) e já deixou claro como pretende administrar o elenco. Durante a entrevista de apresentação, o treinador foi questionado sobre a convivência com Cristiano Ronaldo e surpreendeu ao lembrar um episódio envolvendo Neymar nos tempos de Al-Hilal.
Ao citar os dois craques, o português afirmou que sempre tomará decisões pensando exclusivamente no desempenho da equipe, independentemente do peso do nome de cada jogador. "Já treinei dois dos três melhores jogadores do mundo. Falta-me apenas o Messi. Trabalhei com Neymar e com Cristiano Ronaldo. Ao Neymar, um dia eu disse: 'Tu finish' (você acabou). O que eu considerar melhor para a equipe e para a seleção será feito", declarou.
A fala faz referência ao início de 2025, quando Jorge Jesus decidiu não inscrever Neymar no Campeonato Saudita por conta do limite de atletas estrangeiros. Na ocasião, o treinador pretendia utilizar o brasileiro apenas na Liga dos Campeões da Ásia, mas o atacante considerou a proposta insuficiente e acertou seu retorno ao Santos.
Depois de voltar ao futebol brasileiro, Neymar admitiu publicamente que ficou incomodado com as declarações do técnico, que afirmou que o camisa 10 não reunia condições físicas para acompanhar o restante do elenco do Al-Hilal.
Apesar de Cristiano Ronaldo ter afirmado, após a eliminação de Portugal na Copa do Mundo de 2026, que aquela foi sua última participação em Mundiais, Jorge Jesus evitou tratar o ciclo do atacante na seleção como encerrado. Segundo o treinador, ainda não conversou com o astro, mas garantiu que a relação construída entre ambos facilitará qualquer decisão.
"Cristiano nunca será um problema para mim nem para a seleção. Ainda não falei com ele, mas vou conversar individualmente com todos os jogadores. Não será tratado de forma diferente por ser o Cristiano, embora seja um símbolo do futebol português."
Jesus destacou que a permanência do camisa 7 dependerá apenas do desempenho em campo. "Será sempre ele quem decidirá o futuro da carreira. Enquanto estiver competindo em alto nível e reunir condições para ajudar a seleção, continuará sendo uma opção", concluiu.
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