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Ponte do Esqueleto, onde morreu Maria Eduarda durante um salto de rope jumping, será demolida

Governo federal determinou a remoção da Ponte do Esqueleto após o acidente que matou a jovem Maria Eduarda durante a prática de rope jump.  |  Divulgação/Redes sociais

Publicado em 17/06/2026, às 14h30   Divulgação/Redes sociais   Antonio Dilson Neto

A Ponte do Esqueleto, estrutura pertencente ao Governo Federal localizada entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, será demolida. A decisão de remover a estrutura foi tomada após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, no último sábado (13).

Ela despencou de uma altura de 40 metros após ser lançada em um salto de rope jump sem estar devidamente presa às cordas e aos equipamentos de segurança.

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A confirmação da demolição foi dada pela vereadora Bruna Magalhães, que acompanhou o início dos trabalhos de interdição da área nesta quarta-feira (17). Desativada para o tráfego de veículos há cerca de três décadas, a ponte vinha acumulando um histórico grave de acidentes de trânsito e ocorrências com esportes radicais.

Para acelerar a eliminação dos riscos, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) realizou reuniões de emergência com as duas prefeituras paulistas, que manifestaram apoio integral à proposta de implodir as ruínas de concreto.

Como a execução da demolição exige trâmites técnicos e tempo para planejamento, a SPU-SP (Superintendência em São Paulo) adotou medidas físicas urgentes para cessar as atividades no local. Valas profundas serão reabertas nos acessos terrestres, barreiras físicas pesadas serão instaladas e placas com avisos explícitos de perigo serão fixadas ao redor de toda a extensão.

De acordo com as investigações policiais em curso, o grupo que organizava o evento nunca possuiu qualquer tipo de licença ou autorização dos órgãos públicos para promover saltos no local. A própria secretaria federal reforçou, por nota, que a transferência definitiva do monumento para a gestão da SPU ocorreu apenas em maio e que nenhuma atividade recreativa ou esportiva foi chancelada na região.

Além disso, a modalidade de rope jump — em que o praticante faz um movimento de pêndulo com cordas rígidas — sequer possui regulamentação oficial definida no Brasil.

Instrutores em prisão preventiva

Embora seis pessoas tenham sido detidas de forma inicial para prestar depoimento na delegacia, a Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante de três instrutores identificados como os operadores diretos da atividade no dia do acidente: Luis Felipe Feliciano Egoroff (32 anos), Vitor de Freitas Gonçalves (27 anos) e Maicon Fernandes Cintra (42 anos).

As autoridades policiais informaram que o grupo responsável pelo evento operava na clandestinidade e não possuía uma empresa formalizada, o que fará com que os acusados respondam criminalmente de forma individual.

Por outro lado, o advogado de defesa dos três detidos defendeu a tese de que seus clientes possuem anos de experiência prática na modalidade sem histórico de incidentes anteriores. Em manifestação pública, o defensor classificou a queda fatal de Maria Eduarda como uma "triste fatalidade" decorrente dos riscos inerentes ao esporte.

Classificação Indicativa: Livre


TagsSão PauloLimeiracordeirópolisPonte do EsqueletoMaria Eduarda Rodrigues de Freitas

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