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Publicado em 02/08/2025, às 09h10 - Atualizado às 10h13 Reprodução e Rennan Oliveira | Prefeitura de Cuiabá Alex Torres
A professora Maria Inês Barbosa classificou a postura do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), como autoritária e fascista. Durante a 15ª Conferência Municipal de Saúde, o gestor interrompeu a fala da docente após ela utilizar a palavra "todes".
"Ele não me ouviu, não quis dialogar. Disse que, se eu continuasse usando pronomes neutros, teria de sair. Eu não ia acatar isso. Então eu me retirei [...] Eu sabia com quem estava lidando, mas não iria abrir mão de ocupar aquele espaço: não é dele, é nosso", afirmou Maria Inês ao Uol.
Maria Inês iniciava sua palestra fazendo referência à diversidade brasileira, quando utilizou a palavra "todes" e foi prontamente interrompida por Abílio, que ameaçou suspender a apresentação caso fosse utilizado pronome neutro. Diante da situação, ela disse que sairia por vontade própria.
Eu me retirei porque não iria me calar ou me submeter àquela imposição autoritária. A conferência é um espaço deliberativo, com participação social e controle popular. Ele não tinha o direito de transformar aquilo em ato de poder pessoal", explicou a professora.
Após o ocorrido, Abílio garantiu que respeita a diversidade, mas vedou manifestações de cunho ideológico durante eventos que sejam promovidos e custeados pela gestão do município de Cuiabá.
A postura do prefeito repercutiu imediatamente na Câmara Municipal. O vereador e policial federal Rafael Ranalli (PL) protocolou um projeto de lei para proibir o uso da chamada linguagem neutra ou não binária em documentos oficiais da administração pública e nas instituições de ensino da rede municipal.
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