Meio Ambiente
Publicado em 21/06/2026, às 04h00 Foto: Ilustrativa / FreePik Natane Ramos
O crescimento acelerado das grandes cidades tem ampliado desafios ambientais como poluição, produção de resíduos e redução de áreas verdes. Durante o Junho Verde, campanha que impulsiona a preservação do meio ambiente, o BNews entrevistou um especialista sobre como minimizar esses impactos.
Ao BNews, o biólogo, gestor ambiental e técnico em meio ambiente, com atuação voltada à conservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável, Lucas Rodrigues, reforçou os principais impactos ambientais causados pelo crescimento urbano.
"Atualmente, o principal problema ambiental que enfrentamos quando falamos de crescimento urbano é o consumo desenfreado. Somente no ano passado, o consumo das famílias brasileiras aumentou 1,3% comparado ao ano anterior. Consequentemente, em 2025, o Brasil gerou 81 milhões de toneladas de resíduos, o que representa uma média de 382 kg de lixo por habitante. Dados muito alarmantes, tendo em vista que muitos desses resíduos acabam em destinos inadequados e possuem baixa taxa de reciclagem, gerando, assim, diversos tipos de poluição", relatou.
O especialista destacou como a poluição, descarte irregular de lixo e falta de áreas verdes afetam diretamente a qualidade de vida das pessoas. "Quando as cidades crescem e vão tirando espaços da natureza, a gente perde a filtragem natural do ar, a absorção de água e o equilíbrio do clima. Com menos árvores e espaços verdes, a poluição se espalha com mais facilidade e a cidade perde importantes mecanismos naturais de regulação climática. Isso pode aumentar as temperaturas, reduzir a qualidade do ar e impactar o bem-estar da população", relatou.
O biólogo reforça as medidas urbanas que podem ajudar a reduzir os danos ambientais nas grandes cidades, citando a aplicação dos três Rs: reciclar, reduzir e reutilizar.
Confira:
Lucas Rodrigues reforça a importância de um planejamento urbano sustentável para minimizar os impactos ambientais no futuro. "O planejamento urbano sustentável reestrutura a dinâmica das cidades para que o crescimento urbano ocorra em harmonia com o meio ambiente, mitigando os impactos ecológicos futuros de forma sistêmica", relatou.
"Na prática, esse modelo de urbanização busca dissociar o desenvolvimento socioeconômico da degradação contínua, garantindo que as futuras gerações herdem cidades muito mais saudáveis, adaptáveis e preparadas para enfrentar as mudanças climáticas globais", concluiu.
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