Meio Ambiente

Movimento SOS Áreas Verdes e políticos promovem abraço simbólico contra leilão do Morro Ipiranga

Instituição promove abraço simbólico contra leilão do Morro do Ipiranga  |  Devid Santana / Bnews

Publicado em 15/04/2025, às 12h19   Devid Santana / Bnews   Bruna Rocha

O Movimento SOS Áreas Verdes, junto com a bancada da oposição na Câmara Municipal de Salvador, promoveu nesta terça-feira (15) um “Abraço ao Morro Ipiranga” em protesto contra o leilão de venda do espaço, situado entre os bairros da Barra e Ondina. 

Organizadores do evento do abraço destacam que o edital da Sefaz Nº 007/2025 sequer foi analisado individualmente. A resposta da prefeitura no leilão julgando todas as contestações como improcedentes teria sido padronizada.

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“Isso é um absurdo e muito preocupante, pois mostra que não se deram ao trabalho de argumentar tecnicamente a manutenção do leilão. Essa uniformização levanta sérias dúvidas sobre a regularidade e a transparência do processo”, afirmou Olga Pontes, representante do movimento SOS Áreas Verdes, em entrevista ao BNews.

Questionamentos e denúncia ao Ministério Público

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB), líder da oposição na Câmara, afirmou que todo o processo está envolto em mistério. Ela protocolou uma representação junto ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) contra a Secretaria Municipal da Fazenda por suposta violação à Lei de Acesso à Informação (LAI).

“Com mais esse desrespeito à população, o prefeito, já batizado como Rei do Cimento, mostra que a venda das áreas verdes é uma decisão política, puramente arrecadatória, indiferente ao valor ambiental e paisagístico dessas áreas”, criticou a parlamentar.

A área, com cerca de 3.160 m², foi avaliada pela Prefeitura de Salvador em R$ 4,945 milhões. Segundo organizadores do protesto, a anulação dita como “peso no sistema”, levanta suspeita pois o Morro já estava sendo observado pela empresa Pharos 71 Empreendimentos Imobiliários. 

“Curiosamente, o primeiro leilão desse terreno, realizado dia 4 de fevereiro deste ano, foi anulado pela prefeitura com o argumento de que aconteceu um 'peso no sistema', seja lá o que isso signifique. Mas, para os críticos da venda da área, o 'peso' alimentou ainda mais a suspeita de 'cartas marcadas', quando já se dava por vencedora a empresa Pharos 71 Empreendimentos Imobiliários, do empresário Luiz Fernando Machado Costa Filho, também proprietário da Morro Ipiranga Lodge 03 SPE Ltda”, pontua. 

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