Polícia
Publicado em 28/01/2019, às 19h31 Vagner Souza/BNews Shizue Miyazono
Após a Polícia Federal deflagrar a Operação Terra de Ninguém, nesta segunda-feira (28), para desarticular um esquema de corrupção identificado dentro da Gerência Regional baiana da Agência Nacional de Mineração (ANM), o superintendente regional da PF, Daniel Justo Madruga, tranquilizou a população e explicou que dentre os processos investigados nenhum é de mina, não correndo o risco do que aconteceu em Brumadinho, em Minas Gerais, quando houve o rompimento de uma barragem do Vale.
O delegado regional de Investigação de Combate ao Crime Organizado, Fernando Berbet, explicou que os processos alvos de investigação são de extração mineral. O pagamento de propina era para agilizar os processos administrativos e reversão de de decisões contrárias aos interesses de empresários que se dispunham a efetuar esses pagamentos ilícitos.
"A gente tem casos de guias demorando dois, três anos para serem analisadas e outras de dez dias, cinco dias, uma diferença muito grande", explicou Berbet.
Investigação
O delegado afimrou que seis servidores da ANM, entre eles o atual gerente regional e os dois antecessores, estão sendo investigados. Além deles, três responsáveis técnicos, geólogos particulares das empresas de mineração, estão entre os suspeitos. Eles seriam os responsáveis de fazer a ponte entre as empresas e os servidores para os pagamentos de propina, que podiam ir de R$ 500 a R$ 10 mil, dependendo da complexidade do ato.
Ainda de acordo com Berbet, o prática tinha viés político, já que os dirigentes do órgão atuavam para beneficiar empresários ligados ao grupo político responsável por sua indicação para o cargo.