Polícia

Patroa que espancou doméstica grávida diz em áudio que vítima 'não deveria ter saído viva'

Em áudios, a patroa detalha uma sessão de tortura que durou cerca de uma hora após o sumiço de um anel  |  Reprodução/TV Mirante

Publicado em 05/05/2026, às 18h40   Reprodução/TV Mirante   Antonio Dilson Neto

Áudios obtidos pela TV Mirante revelam a brutalidade das agressões cometidas contra uma empregada doméstica de 19 anos, grávida de cinco meses, em Paço do Lumiar, na Grande São Luís.

Nas gravações enviadas a um grupo de mensagens, a suspeita, Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, detalha uma sessão de tortura que durou cerca de uma hora após o sumiço de um anel.

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Carolina descreve que contou com a ajuda de um homem armado para pressionar a jovem, identificada como Samara. Segundo o relato da própria agressora, a vítima foi colocada de joelhos, teve o cabelo puxado e uma arma inserida na boca.

Quase uma hora essa menina no massacre. Tapa, murro e pisava nos dedos. Tudo que vocês imaginarem de doidice era eu e ele fazendo, afirmou a suspeita nos áudios.

Omissão policial

Mesmo após o anel ter sido encontrado em um cesto de roupas, as agressões continuaram. Carolina chega a vangloriar-se da violência, afirmando que sua mão ficou inchada de tanto bater na jovem.

A doméstica, que aceitou o trabalho temporário para comprar o enxoval do bebê, registrou boletim de ocorrência e apresenta diversas marcas pelo corpo, incluindo um hematoma na testa causado por uma coronhada.

Um dos pontos mais graves revelados nos áudios é a suposta conivência policial. Carolina afirma que uma viatura foi até sua casa, mas que não foi detida porque um dos agentes era seu conhecido. "Carol, se não fosse eu, eu tinha que te conduzir, porque está cheia de hematoma", teria dito o policial.

A suspeita respondeu: "Era para ter ficado era mais, não era pra ter saído viva".

Na delegacia, a versão apresentada por Carolina foi diferente da confessada nos áudios; ela alegou que a jovem fugiu ao ser flagrada com as joias na bolsa. O marido da suspeita negou a existência das gravações, classificando-as como "inverdades".

O caso está sob investigação da 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy. Até o momento, Carolina Sthela não foi presa ou indiciada. A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) ainda não se manifestou sobre a conduta dos policiais citada nos áudios.

Classificação Indicativa: Livre


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