Política

"Aquele roubo não começou em nosso governo", diz ministro da Previdência sobre fraude no INSS

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, foi o entrevistado desta terça-feira (8) no Se Liga Bocão  |  Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Publicado em 08/09/2026, às 19h56 - Atualizado às 20h16   Bruno Spada / Câmara dos Deputados   Davi Lemos

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou nesta terça-feira (8) que as fraudes envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não começaram no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas foram descobertas e interrompidas durante a atual gestão. Em entrevista ao programa Se Liga Bocão, da Rádio Baiana FM, o ministro disse que a atuação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) permitiu identificar os responsáveis e encerrar os descontos associativos.

“Aquele roubo é preciso esclarecer que não começou em nosso governo, foi descoberto em nosso governo e teve fim através dos órgãos de controle, da Polícia Federal, da CGU que descobriram”, declarou Wolney. Segundo ele, mais de 5 milhões de aposentados e pensionistas receberam de volta os valores descontados indevidamente. Ao todo, afirmou, foram devolvidos R$ 3,5 bilhões, já corrigidos.

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Na Bahia, de acordo com o ministro, 488 mil beneficiários foram afetados e receberam, ao todo, R$ 331 milhões em restituições. Wolney afirmou ainda que o problema atingiu diferentes regiões do país, especialmente os estados mais populosos. “Todo mundo que entrou com processo pedindo a devolução teve o dinheiro devolvido”, disse.

Na sequência, o ministro afirmou que o governo federal conseguiu zerar a fila de perícias do INSS, que, segundo ele, se acumulava havia décadas. Wolney atribuiu o resultado a uma combinação de medidas administrativas e investimentos, além de uma decisão política do presidente Lula para enfrentar o problema.

“O primeiro é que nós zeramos a fila do INSS, aquela fila famosa que vem de décadas foi zerada. Conseguimos fazer isso com muito trabalho, com muita luta, muito esforço, com a participação dos nossos servidores, mas com decisão política”, afirmou.

Segundo Wolney, o tempo médio para uma decisão do INSS atualmente é de 34 dias. Entre as medidas adotadas, ele citou o AtestMed, que permite a análise de documentos e atestados médicos sem a necessidade de perícia presencial em determinados casos, além da contratação de 500 novos peritos médicos federais e 230 assistentes sociais.

O ministro também destacou a realização de mutirões em diferentes regiões e a implantação da chamada perícia conectada, modalidade de teleperícia utilizada em localidades que não contam com peritos presenciais. Na Bahia, segundo ele, existem atualmente 76 unidades de perícia conectada. Até agosto, foram realizados 21,2 mil atendimentos em mutirões no Estado.

“Hoje, por exemplo, nós temos um tempo médio de decisão no país de 34 dias. E conseguimos isso graças a um programa de bônus, a um AtestMed qualificado que faz apresentação de documentos e atestados médicos sem precisar de perícia presencial”, afirmou Wolney.

O ministro atribuiu ainda parte dos resultados à mobilização dos servidores e às medidas adotadas pelo governo para ampliar a capacidade de atendimento da Previdência Social.

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