Política

Câmara de Salvador deve apresentar emenda para “suavizar” aumento do ISS da saúde após pressão dos médicos

Proposta de aumento do ISS na área de saúde tem gerado desconforto entre representantes do setor  |  Antonio Queiróz / CMS

Publicado em 30/10/2024, às 16h00 - Atualizado às 16h15   Antonio Queiróz / CMS   Thiago Teixeira e Luana Neiva

O projeto de lei enviado pela Prefeitura de Salvador à Câmara Municipal, na terça-feira (29), que prevê um aumento na alíquota do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) na área de saúde, tem gerado desconforto entre representantes do setor.

Devido à pressão externa da categoria, após repercussão do BNews, a bancada governista da Câmara de Vereadores deve “suavizar” o aumento. Inicialmente, o projeto enviado pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil), previa dobrar de 2% para 4% o ISS na área da saúde a partir de 2025.

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No entanto, de acordo com o vereador da bancada governista, Paulo Magalhães Junior (União Brasil), uma emenda será proposta reduzindo o aumento para 3%. O texto está sendo analisado pela Câmara de Salvador nesta quarta-feira (30).

“A Câmara, preocupada com isso [aumento do ISS na saúde], diante de vários apelos de muitos médicos, vamos apresentar uma emenda assinada pelo presidente da casa [Carlos Muniz], pela bancada de oposição, todos os vereadores da casa, baixando ao invés de 4% para 3%”, destacou Paulo Magalhães.

O aumento do ISS não altera serviços prestados por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), que permanecerão com a alíquota de 2%. Os planos de saúde também seguem com uma alíquota de 5%

O vereador Kiki Bispo (União Brasil), seguindo o discurso da bancada do governo, destacou que o projeto visa adequar Salvador ao que foi pactuado na reformulação tributária em Brasília. O edil também reiterou a fala de Paulo Magalhães destacando que o ISS na saúde não deve ter um aumento de 4%.

“A alíquota encaminhada vinha de 2% para 4% e aqui, por entendimento da casa e também junto à prefeitura, ela sai de 2% para 3%, mantendo a líquida do plano de saúde que não houve alteração e também os atendimentos da tabela do SUS que continuam a 2%”, destacou o vereador.

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