Política
Publicado em 06/01/2023, às 11h27 Reprodução / Redes Sociais Daniela Pereira
O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse que tomou providências drásticas sobre o caso de Genivaldo de Jesus dos Santos, morto asfixiado em uma “câmara de gás” improvisada durante ação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Umbaúba (SE).
O anúncio do ministro foi feito nesta sexta-feira (06), em publicação feita no Twitter. “Genivaldo morreu, em 2022, em face de uma ação de policiais rodoviários federais, em Sergipe. É clara a responsabilidade civil, à luz da Constituição. Determinei ao nosso Secretário de Acesso à Justiça, Marivaldo Pereira, providências visando à indenização legalmente cabível”, escreveu Dino.
O caso ganhou repercussão nacional após uma série de vídeos serem viralizados nas redes sociais demonstrando suposta truculência na abordagem policial. Nas imagens, é possível ver Genivaldo imobilizado e sendo colocado no porta-malas da viatura. Além do momento em que um gás, não identificado pelo IML, é jogado no veículo onde o homem estava.
O caso aconteceu no município de Umbaúba, Centro-sul de Sergipe. Ao ser encaminhado para a delegacia, os agentes perceberam que Genivaldo estava desacordado. A vítima foi levada para o Hospital José Nailson Moura, onde foi constatada a morte.
O caso, que aconteceu em 25 de maio. Familiares da vítima registraram Boletim de Ocorrência na delegacia do município e alegaram que Genivaldo sofria de transtornos psicológicos. Três policiais foram denunciados por abuso de autoridade e homicídio qualificado, por usar asfixia e sem possibilidade de meios de defesa.
Genivaldo morreu, em 2022, em face de uma ação de policiais rodoviários federais, em Sergipe. É clara a responsabilidade civil, à luz da Constituição. Determinei ao nosso Secretário de Acesso à Justiça, Marivaldo Pereira, providências visando à indenização legalmente cabível.
— Flávio Dino 🇧🇷 (@FlavioDino) January 6, 2023
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