Política
Publicado em 14/07/2026, às 07h33 Reprodução Redes Sociais Yuri Pastori
Após se tornar investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de coordenar ataques ao Banco Central a mando de Daniel Vorcaro, o publicitário Thiago Miranda disse que irá encerrar as atividades da agência Mithi e tirar um período sabático.
Receba as principais notícias de Política no canal do BNews no WhatsApp
"Estou cansado. Foram dez anos ininterruptos, vivendo a agência 24 horas por dia, sem parar. Agora, quero aproveitar um ano sabático antes de pensar no meu próximo negócio. Estou bem, feliz e profissionalmente realizado", disse, em nota divulgada nas redes sociais.
No seu comunicado, Miranda afirma ainda que liderou estratégias para nomes influentes da política nos últimos dez anos, esteve nos bastidores de "algumas das maiores crises do Brasil e do mundo" e está encerrando "um dos ciclos mais marcantes da comunicação brasileira".
O publicitário foi alvo de uma operação de busca e apreensão da PF, já que foi contratado para o projeto de gestão de crise de Vorcaro, e teve celulares e equipamentos eletrônicos apreendidos em sua residência. Ele nega qualquer irregularidade.
Os contratos com influenciadores que atacaram o Banco Central e os investigadores do caso Master, firmados pela agência Mithi, chegavam a R$ 8 milhões. A maioria desses acordos foi interrompida após o início da investigação da PF em janeiro.
O que fiz a defesa
Em 9 de julho, dia da operação da PF, a defesa de Thiago Miranda afirmou que o publicitário "refuta de forma categórica" a prática de qualquer ilegalidade. Os advogados argumentam que sua atuação profissional sempre foi pautada pela legalidade, transparência, respeito às instituições e à liberdade de expressão.
De acordo com os advogados, ele não praticou qualquer ato criminoso nem participou de condutas destinadas a intimidar, coagir, constranger ou violar direitos de terceiros. Os defensores afirmam também que a existência de uma investigação não autoriza um juízo antecipado de culpa e pede o respeito às garantias constitucionais, como o devido processo legal, a ampla defesa, o contraditório e a presunção de inocência.
Obra da Codevasf com verba do 'orçamento secreto' usou trabalho escravo na Bahia
PL nega suposto acordo com Republicanos envolvendo indicação ao STF