Política
Publicado em 27/08/2026, às 15h24 O debate aconteceu neste último domingo (23) - Renato Pizzutto/Band Elisa Martins
A campanha do presidente e candidato nas eleições presidenciais Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a remoção de postagens dos candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão). A justificativa é que os políticos teriam ofendido a honra do presidente durante debate na Band, no último domingo (23).
A equipe jurídica do petista pede que a Justiça Eleitoral retire os conteúdos das redes sociais e multe cada candidato em R$ 30 mil. Essa é a primeira vez que a campanha vai ao TSE contra o coordenador do MBL (Movimento Brasil Livre) e o ex-governador de Goiás.
Em relação à Caiado, a defesa rebate a acusação de que o presidente estaria associado a um “Dark Lobby”. O argumento é que as falas dos adversários tem o propósito de levar o eleitorado à desinformação.
“Os conteúdos estão longe de se limitar a uma crítica republicana voltada ao debate sobre a gestão pública, a conduta revela o deliberado propósito de induzir o eleitorado a erro, ultrapassando as balizas da liberdade de expressão para ingressar no campo da desinformação”, declarou.
No caso de Renan, a petição é contra seis falas consideradas pelos advogados como “ofensas à honra de Lula”. Ela também destaca a “agressividade” apresentada pelo candidato e que chegou a ser repreendida durante o debate.
“Inequívoca, assim, a manobra perpetrada pelo candidato e pelo partido político para atingir a honra e a reputação de Luiz Inácio Lula da Silva na medida em que lhe foram dirigidas imputações, imputações essas depois replicadas nas redes sociais, que consistem em calúnia, e difamação e em injúria”, afirma.
Lula não participou do debate presidencial e foi alvo de críticas dos outros candidatos durante o debate. Flávio Bolsonaro (PL) e o candidato Romeu Zema (Novo) também não compareceram.
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A ação contra o candidato está relacionada a uma declaração repetida várias vezes por ele. O ex-governador de Goiás criticou as ausências do petista e do candidato do PL.
“Você não pode admitir um problema que tem de um lado o "Dark horse" e do outro "Dark lobby". Então isso é a pauta de governança? Não ter não ter coragem de vir ao debate?”
De acordo com a equipe jurídica do Lula, o escândalo do filme Dark Horse não possuí ligação com o presidente. “Não obstante, o representado utiliza-se de um trocadilho para criar uma falsa associação e, consequentemente, confundir o eleitorado”, afirma a defesa.
Para a CNN, o advogado da campanha de Caiado, Ricardo Penteado, disse que o petista "ofendeu o eleitor brasileiro" por não comparecer no evento.
Renan chamou o presidente de “ladrão”, “bêbado” e “safado” durante o programa, além de acusar o PT de ser “inimigo das polícias”.
Para a campaha do presidente, isso seria uma “manobra” de Renan e de seu partido, o que extrapolaria os limites do debate político. A replicação das falas nas redes sociais foram consideradas como calúnia, difamação e injúria.
Em nota, a equipe de Renan reiterou as declarações dadas. "Quem não tem altivez para suportar críticas não deveria disputar a Presidência da República, ou, no mínimo, deveria ter coragem para comparecer aos debates e defender a própria honra", declarou.
O adversário também se envolveu em confronto com a primeira-dama Janja. Ele falou publicamente que o presidente precisaria beber muito álcool por ter de conviver com a própria esposa.
Em nota publicada nesta terça-feira (25), Janja classificou as falas como misóginas e que estariam longe de ser uma crítica política. Com a repercussão, o candidato rebateu e declarou, durante sabatina da rádio TMC, que “Mulheres não são desagradáveis. Ela é que é”.
Mesmo que não tenham ido ao debate, tanto Lula quanto Flávio foram criticados em diversos momentos.
Antes de começar o programa, Renan mostrou fraldas com os nomes dos candidatos enquanto falava com jornalistas. Já no primeiro confronto direto, houve um momento em que o candidato do Missão quis dirigir sua pergunta a Lula, o que, de acordo com as regras, não pode.
Mesmo redirecionando as perguntas para o candidato Augusto Cury (Avante), ele questionou sobre os motivos que fariam parte do eleitorado votar no presidente.
Direcionado a Renan, Caiado também insistiu em falar sobre as ausências e defendeu uma lei que obrigasse os candidatos a comparecerem em debates.
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