Política
Publicado em 10/07/2026, às 16h37 Assessoria Redação Bnews
A vereadora Marta Rodrigues (PT) cobrou esclarecimentos à Secretaria Municipal de Educação (Smed) sobre o fechamento da Escola Municipal Paulo Mendes de Aguiar, no bairro do Rio Sena. Em nota à imprensa, a edil afirmou que a prefeitura de Salvador precisa demonstrar estudos técnicos, pareceres, planilhas e demais documentos que embasaram a decisão.
“É de causar enorme estranheza justificar o fechamento de uma unidade de ensino ao mesmo tempo em que transfere milhares de estudantes para escolas particulares por não conseguir absorver toda a demanda por matrículas na rede própria. Se a Prefeitura afirma que faltam vagas e milhares de famílias enfrentam dificuldades para matricular seus filhos, como pode concluir que a melhor solução é fechar uma escola pública? Queremos conhecer os estudos técnicos que embasaram essa decisão e saber se todas as alternativas foram efetivamente analisadas. A cidade precisa entender qual foi o planejamento adotado", disse a vereadora.
Marta Rodrigues classificou a escola como um “patrimônio da comunidade” e, antes de ter as portas fechadas, o Executivo municipal precisa demonstrar, com dados e planejamento, que essa era realmente a única alternativa possível.
“É de causar enorme estranheza justificar o fechamento de uma unidade de ensino ao mesmo tempo em que transfere milhares de estudantes para escolas particulares por não conseguir absorver toda a demanda por matrículas na rede própria. Se a Prefeitura afirma que faltam vagas e milhares de famílias enfrentam dificuldades para matricular seus filhos, como pode concluir que a melhor solução é fechar uma escola pública? Queremos conhecer os estudos técnicos que embasaram essa decisão e saber se todas as alternativas foram efetivamente analisadas. A cidade precisa entender qual foi o planejamento adotado", destacou.
“Não sabemos sequer se a Prefeitura buscou alternativas antes de encerrar as atividades da escola, como o remanejamento de estudantes de unidades com maior demanda, campanhas de busca ativa de alunos, redistribuição de matrículas entre bairros e outras medidas que pudessem ampliar a ocupação da unidade. A Prefeitura fechou a escola por decreto, de cima para baixo”, acrescentou.
A unidade de ensino computava 17 alunos. Marta Rodrigues relembrou ainda as reclamações de famílias que não conseguem vagas na rede municipal e da crescente dependência do programa Pé na Escola para suprir a insuficiência da rede pública.
“É preciso saber como a unidade chegou a essa situação. Houve planejamento para fortalecer a escola? A Secretaria tentou ocupar essas vagas? Foram avaliadas outras soluções antes do fechamento? Essas respostas são fundamentais para que a população compreenda se a decisão decorreu de um estudo consistente ou de falhas na gestão da rede municipal. O fechamento de uma unidade de ensino exige transparência absoluta, sobretudo em um momento em que a população continua cobrando mais vagas na educação pública municipal", complementou.
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