Política
Publicado em 29/04/2026, às 13h48 Andressa Anholete/Agência Senado Claudia Cardozo de Brasília e Anderson Ramos
Licenciado temporariamente da chefia do Ministério do Desenvolvimento Social, o senador Wellington Dias (PT) nega que o governo Lula tenha feito um acordo com a oposição no Senado para a aprovação de Jorge Messias para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Chefe da Advocacia Geral da União (AGU), Messias passa por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta terça-feira (29).
“Qualquer um que falar sobre isso estará falando algo que não é verdadeiro. O presidente Lula sabe a importância da independência dos poderes e aqui é um direito do parlamento tratar sobre qualquer projeto. Não há qualquer condicionalidade em relação a apreciação. Deverá votar pelo nome do ministro Jorge Messias, quem confiar, acreditar e formar a posição de que é um nome que merece a confiança do parlamento, do povo brasileiro para estar numa das cadeiras do Supremo Tribunal Federal”, disse o petista ao BNews.
No final do ano passado, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), fez uma negociação que facilitou a aprovação do PL da Dosimetria, que reduz as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos demais condenados na trama golpista. Nos bastidores, o movimento foi visto como um aceno para que a bancada bolsonarista na Casa vote a favor da indicação de Messias.
Avaliação
Para Wellington Dias, a sabatina é uma oportunidade para que Jorge Messias prove que está apto a assumir o posto e para mostrar sua opinião sobre os mais variados assuntos.
“É importante para que mostre sua posição contrária ao aborto, por exemplo, e em relação a várias outros temas, e é claro, sempre reafirmando o compromisso com a Constituição e a lei. O seu depoimento nesse sentido eu acho que é o que mais traz segurança para aquilo que define que é a essência de quem compõe a Suprema Corte de um país”, afirmou.
Dias também mostrou otimismo em relação à aprovação de Messias. “Aqui mesmo na Comissão várias pessoas passam a ter uma posição favorável. Espero não só a aprovação na CCJ, mas também no plenário do Senado Federal para que ele possa ser um dos membros da Corte Federal”, pontuou.
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