Política

PF adia depoimento do general Heleno sobre a "Abin paralela"

A oitiva estava marcada para esta terça-feira (6) e foi adiada a pedido do militar  |  Marcos Corrêa/PR

Publicado em 06/02/2024, às 11h26   Marcos Corrêa/PR   Daniel Serrano

A Polícia Federal (PF) adiou o depoimento do general Augusto Heleno, que comandou o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante o governo Bolsonaro, sobre um suposto uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para investigar ilegalmente adversários políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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De acordo com o portal g1, a decisão foi tomada após Heleno ter solicitado o adiamento do depoimento, marcado para esta terça-feira (6). Ainda não há uma nova data para a oitiva.

Heleno já havia negado anteriormente seu envolvimento no uso do software First Mile, principal ferramenta no caso. O programa era usado pela GSI.

A suspeita é de que, no governo Bolsonaro, a Abin tenha usado o software para monitorar, de forma ilegal, adversários do ex-presidente e integrantes do Supremo Tribunal Federal.

A PF investiga a extensão do suposto esquema de espionagem e se Heleno sabia do esquema.  Além do ex-comandante da GSI, outros nomes ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro também são investigados por uma suposta participação no caso, como o deputado Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do ex-presidente.

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