Política

Prefeitura exonera diretor da Sempre acusado de difamação contra secretárias de Salvador

Exoneração ocorre após MPBA apresentar parecer favorável a prosseguimento da ação penal  |  Divulgação

Publicado em 23/04/2026, às 18h12   Divulgação   Héber Araújo

A prefeitura de Salvador exonerou, nesta quinta-feira (23), Euvaldo Jorge Miranda de Oliveira Júnior, do cargo de Diretor de Políticas sobre Drogas da Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer. O afastamento foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM).

A exoneração ocorreu após Euvaldo Júnior ser acusado de difamação contra Fernanda Lordelo, Mila Scarton e Maria Eduarda Lomanto, que são secretarias municipais, responsáveis pelas pastas da Mulher, Desenvolvimento Econômico e do Mar.

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O processo de difamação ainda recebeu um parecer favorável do Ministério Público da Bahia (MPBA) pelo prosseguimento da ação penal pelo suposto crime cometido por ele e por Lucas Anderson Leal Pellegatta. Segundo o parecer, a tese da defesa dos réus não se sustenta e há elementos que indicam a autoria do crime.

"Em síntese, a defesa sustenta a ausência de elementos suficientes de autoria e materialidade, bem como tenta descredibilizar as provas produzidas, especialmente os registros digitais e a ata notarial. Todavia, tais argumentos não merecem prosperar", diz o relatório.

Em contato com o Bnews, a defesa se Euvaldo afirmou que ele é vítima de uma grave fraude cibernética. “A investigação policial demonstra-se precipitada e baseada em presunções. Essa realidade restará cabalmente provada no curso do processo, já estando amparada por um Parecer Técnico Forense Independente que desmontou as teses da acusação, comprovando a fragilidade dos indícios”.

“Reitera a absoluta confiança no Poder Judiciário Estadual, por saber que será respeitado o devido processo legal, momento em que o cerceamento de defesa, como a recusa em periciar o celular ofertado voluntariamente pelo investigado e outras diligencias imprescindíveis serão corrigidas sob o crivo do contraditório”, diz a nota.

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