Saúde
Publicado em 30/10/2026, às 06h00 Foto: Ilustrativa / Freepik Natane Ramos
O diagnóstico de câncer de mama traz inúmeras mudanças para a vida de uma mulher, que vão além do tratamento e da recuperação física. A autoestima, a relação com o próprio corpo e a vida sexual também podem ser impactadas nesse processo.
Para entender o que muda na sexualidade após o diagnóstico e como lidar com esses desafios, o BNews entrevistou mulheres que enfrentaram o câncer de mama e destacaram como o diagnóstico mudou a relação com a intimidade.
A educadora física Vanessa Pessôa descobriu o diagnóstico de câncer de mama em 2016. A influenciadora refletiu sobre o impacto do tratamento na vida sexual. "Com o tratamento da hormonioterapia a mulher entra na menopausa induzida. Com isso, temos bastante ressecamento vaginal e falta de libido. Mas graças a Deus meu esposo sempre foi muito paciente", explicou.
Para Kátia Oliveira, o impacto do câncer de mama foi sentido durante as relações íntimas. "O câncer mexe com a nossa percepção de feminilidade, com o corpo, com a autoestima e, consequentemente, com a intimidade. Depois de tudo que eu vivi, não era simplesmente 'voltar a ter uma vida sexual'. Era aprender novamente a me sentir mulher dentro de um corpo que tinha passado por tantas mudanças", revelou.
"Existia insegurança. Existia medo de não me sentir desejada. Medo de que meu corpo tivesse mudado demais. E também existia o cansaço emocional de quem passou por um tratamento tão intenso e suas consequências. A intimidade precisou ser reconstruída com calma, conversa, carinho e respeito", explicou.
Kátia declarou que começou a entender que o momento de intimidade não estava somente na cama. "Aprendi que intimidade não começa necessariamente na cama. Ela começa quando você consegue olhar para si mesma sem vergonha e permitir que outra pessoa também enxergue você além da doença. Tem sido um processo. E acredito que cada mulher encontra seu próprio tempo", revelou.
O BNews também entrevistou a publicitária, artista e criadora de conteúdo Karlota Almeida, que trouxe uma nova perspectiva sobre a vida sexual após as mudanças no corpo. "Fiquei com algumas pessoas, né, durante esse, esse, o tratamento, transei com algumas pessoas e para mim foi tudo tranquilo também, não foi nenhum problema, porque eu gosto do meu corpo", comentou.
"Eu gosto de mim, sabe? Eu gosto de quem eu sou. Agora um peito maior que outro faz parte desse corpo, eu também tenho que me acolher. Claro que não é uma maravilha todo dia não, tá? Mas é isso que eu tenho, eu não posso deixar de viver", pontuou.
Karlota ainda acrescentou que, no momento, vive em celibato por escolha própria e que não pensa em um relacionamento, declarando que, por ainda estar em tratamento, não acha que esse seja o melhor momento para aprofundar em uma relação. "Então, eu acho que a prioridade agora realmente sou eu, minha saúde e o meu profissional.
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