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Bilionário do agro aposta em terras “imprestáveis” e pode faturar R$ 4,2 bilhões; entenda

Marcelo Camargo / Agência Brasil
Herdeiro deseja realizar investimento diferente do que era feito pelos seus descendentes  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo / Agência Brasil
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 04/06/2025, às 09h37 - Atualizado às 10h02



Herdeiro da terceira geração de uma das famílias mais tradicionais do agronegócio brasileiro, Pedro Maeda quer recuperar terras degradadas no setor, segundo informações do Brazil Journal. Vice-presidente do Grupo Saga, ele aposta na compra de áreas com baixa produtividade, geralmente desprezadas no ciclo agropecuário — um movimento oposto ao dos seus antecessores, que priorizavam terras férteis e altamente tecnificadas.

De acordo com a reportagem, o Brasil tem, em média, 80 milhões de hectares degradados pela pecuária extensiva. Maeda, no entanto, reconhece que o desafio é grande. “Recuperar terras é mais caro do que abrir áreas novas na fronteira agrícola”, afirmou.

Além da Saga, Pedro é CEO da Regai, empresa focada na transformação da produção rural tradicional em agricultura regenerativa. A companhia prevê, até julho, lançar um fundo de R$ 500 milhões para adquirir 20 mil hectares de terras degradadas no Cerrado. O objetivo é recuperar essas áreas utilizando o modelo de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

O projeto conta ainda com o apoio da Trius Capital — que possui R$ 1,4 bilhão em ativos sob gestão — e da Cocamar, cooperativa com 17 mil associados atuando em cinco estados. A Maeda já havia tentado lançar um projeto semelhante em 2023, também com a meta de captar R$ 500 milhões, mas não atingiu o valor necessário.

Do montante previsto, 60% serão captados em forma de terras, 20% por meio de cotas mezanino e os outros 20% no mercado tradicional. Segundo Pedro, o impacto econômico do projeto pode chegar a R$ 4,2 bilhões em até 10 anos.

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