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Há problema em gatos domesticados irem para rua? Veja o que diz pesquisa

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Os bichanos passam a maior parte do tempo descansando no jardim da própria residência, embora haja variações de acordo com a personalidade

Publicado em 28/04/2022, às 10h14    Reprodução    Redação

Uma pesquisa realizada pela Universidade Norueguesa de Ciências da Vida descobriu o que a maioria dos gatos de estimação fazem quando não estão no conforto do lar. O acesso livre dos bichanos às ruas, apesar de polêmico, é uma realidade em países em que essa espécie é domesticada. Os dados mostraram que 79% deles passam o tempo livre próximo de casa.

De acordo com o Correio Brasiliense, os pesquisadores colocaram um GPS em quase 100 gatos de estimação de moradores de Ås, uma cidade com cerca de 10 mil habitantes no sul da Noruega. A maior parte dos animais ficou a uma distância máxima de 50 metros de casa. Isso significa que eles mal saíam do próprio quintal ou jardim durante os passeios. A média máxima foi de 352 metros da própria residência.

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Para o professor e principal responsável pela pesquisa da NMBU, Richard Bischof, é comum enxergar uma população de animais como uma massa única de dados, mas cada um deles pode ter hábitos distintos e isso está refletido na observação. “Alguns indivíduos viajaram relativamente longe, às vezes vários quilômetros, mas essas foram as exceções”, explicou. Ele explicou ainda que todos os animais rastreados estavam castrados o que desestimula viagens mais longas e que, embora tivessem acesso ilimitado a comida em casa, eles continuavam querendo caçar outros animais nas áreas próximas à residência.

A pesquisa foi motivada pela necessidade de saber as consequências da ação predatória dos gatos em áreas relativamente pequenas e se isso traria ameaça à vida selvagem local. Como resultado da constatação de que os bichanos estão acostumados a viver em pequenas áreas, os cientistas propuseram possíveis soluções na criação desses animais com a finalidade de evitar problemas de equilíbrio da fauna. Entre as sugestões: estímulo à castração e ao confinamento dos gatos domésticos, interferência na paisagem para a proteção de ninhos de passarinhos, e criação de zonas livres de felinos em áreas onde vivem espécies ameaçadas ou locais de preservação ambiental.

Mas a melhor surpresa da equipe foi o interesse da população em ajudar, com uma longa fila de voluntários oferecendo seus bichanos para ser monitorados em outras cidades da Noruega. “As pessoas estão obviamente muito curiosas sobre o que seu gato faz quando está fora de casa”, conta o gerente de projeto e professor Torbjørn Haugaasen.

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