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Presente de gato ajuda cientista a descobrir vírus; entenda

Reprodução/Universidade da Flórida
Presente de gato ajudou na descoberta do primeiro caso de jeilongvírus  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Universidade da Flórida
Natane Ramos

por Natane Ramos

Publicado em 03/11/2024, às 10h00



Os gatinhos tem o curioso costume de levar presentinhos para os seus tutores como uma forma de mostrar seu cuidado por eles. No entanto, o presente de um felino de pelagem preta chamado Pepper, passou de uma simples gesto de cuidado para algo transformador que impactou na vida de diversas pessoas.

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De acordo com um artigo divulgado pela Universidade da Flórida, o 1º caso de jeilongvírus - associado a infecções respiratórias - foi encontrado nos Estados unidos, e tudo isso graças a Pepper, o gatinho de John Lednicky, técnico em microbiologia e professor da universidade.

Acontece que o gateiro recebeu um "presente" inusitado de Pepper: um rato morto deixado no carpete de casa. A demonstração de carinho do bichinho não foi ignorada por Lednicky, que decidiu levar o cadáver para um laboratório para realizar alguns testes e descobrir se o roedor estava com o vírus da varíola do cervo-mula.

Com a incessante pesquisa, John e sua equipe descobriram que aquele rato-do-algodão comum abrigava um jeilongvírus, que antes era encontrado apenas na África, Ásia, Europa e América do Sul. O vírus infecta mamíferos, répteis, pássaros e peixes e pode causar sérias doenças nos humanos.

"Ele cresce igualmente bem em células de roedores, humanos e primatas não humanos [macacos], tornando-o um ótimo candidato para um evento de transbordamento", declarou o professor.

Emily DeRuyter, candidata a doutorado no Departamento de Saúde Ambiental e Global, e membro da equipe de Lednicky, comentou sobre a descoberta. “Não estávamos antecipando um vírus desse tipo, e a descoberta reflete a percepção de que muitos vírus que não conhecemos circulam em animais que vivem próximos aos humanos. E, de fato, se olhássemos, muitos mais seriam descobertos”, revelou.

O professor informou que a equipe da Universidade da Flórida conseguiu cultivar o vírus em laboratório, para examinar mais as suas características. "Idealmente, estudos em animais seriam feitos para determinar se o vírus causa doenças em roedores e outros pequenos animais. Eventualmente, precisamos determinar se ele afetou humanos em Gainesville e no resto da Flórida. Mas precisamos fazer testes para ver se o vírus afeta animais de estimação e humanos", finalizou.

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