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Reencontro surpreendente com cão deixa idoso emocionado; veja relato

Divulgação/Clarildo Menezes

Idoso tem reencontro surpreendente com cão após animal fugir de abrigo

Publicado em 09/04/2022, às 12h55    Divulgação/Clarildo Menezes    Redação BNews

O morador de Bambuí em Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Modesto Padilha de Araújo, de 73 anos, teve que deixar sua casa para trás, pois ela estava entre os locais de risco após as fortes chuvas que atingirem o Estado. O idoso levou seu cão, Valente, junto com ele para o abrigo, mas o doguinho acabou fugindo, o que mobilizou vários voluntários que não sossegaram enquanto não encontraram o cachorro. 

Seu Modesto, como prefere ser chamado, demorou a aceitar deixar sua casa por medo de não conseguir levar seu cachorro, um vira-lata caramelo, junto. Ele já havia perdido todos os seus pertences e precisava deixar o local o mais rápido possível. No último sábado (2), a dupla foi resgatada e levada a uma escola da rede municipal que servia de abrigo para as vítimas das chuvas. 

Valente fugiu no domingo (3) e deixou o idoso desesperado. "Foi uma aflição danada. Eu não comia nem conseguia dormir direito pensando no meu filho perdido nessa confusão toda", contou Modesto. "Ele vive comigo desde pequenininho e não sei mais viver sem o meu melhor amigo", afirmou.

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Muitos voluntários começaram a se mobilizar para achar o cachorro. Durante as rondas e tarefas pela cidade seguiram procurando pelo cão nas ruas. Mas foi na terça-feira (5) que Valente apareceu na porta do do bombeiro voluntário, Pedro Mello, que havia resgatado o animal e Seu Modesto da destruição no sábado. 

"Eu estava no trabalho, distraído e minha mãe me mandou uma mensagem com a foto do cachorro deitado na porta de casa perguntando se aquele não era o Valente. Fiquei todo arrepiado e saí correndo pra casa pra ver com meus próprios olhos e poder confirmar", relembrou o voluntário. "Ele ficou deitado e não deixava ninguém chegar perto dele. Assim que cheguei, ele me reconheceu e me deixou mexer nele. Fiquei o dia todo fora de casa entrando em água e lama e mesmo assim, assim que cheguei ele não teve dúvida", contou. 

Pedro contou que não faz ideia de como o doguinho achou sua casa, já que ele mora a 40 minutos de distância da escola em que o cão fugiu. 

Seu Modesto foi abrigado temporariamente em uma pousada que não permite cães, por isso o reencontro teve que ser no banco que tem servido como base de operação para os voluntários da prefeitura, nesta quinta-feira (7). 

O doguinho agora é mascote honorário do grupo e vai todos os dias para o local, onde encontra o dono enquanto os dois ainda não podem voltar a morar juntos. Seu Modesto já fez o cadastro social e aguarda por uma nova casa para voltar a morar com o seu animal de estimação. 

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