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Veterinário alerta sobre perigos da raiva para animais e tutores

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Veterinário explicou perigos da raiva e a importância da vacinação  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa / FreePik
Natane Ramos

por Natane Ramos

Publicado em 05/11/2024, às 18h00



A raiva é uma doença infecciosa viral aguda que atinge os mamíferos, podendo até mesmo incluir os humanos. Sua letalidade é um dos fatores que torna a doença extremamente perigosa para os animais e seus tutores.

Pensando nisso, o médico veterinário Fernando Oliveira explicou ao BNews quais são esses riscos e como ocorre essa transmissão. "A raiva é um vírus que tem predileção por estruturas nervosas, então, no caso da mordida, o animal infectado, o vírus primeiro infecta a célula nervosa perto do local, e depois se espalha, indo de nervo em nervo até chegar à medula e em seguida o cérebro", declarou

Sintomas e diagnóstico

O veterinário destacou que, durante o período de incubação, tempo em que o vírus leva para chegar ao cérebro, não há sintomas iniciais da doença, somente quando já está alojado totalmente no cérebro. "O tempo que o vírus leva para chegar ao cérebro é chamado de período de incubação. Então, nesse período, não tem os sintomas da doença. Ao chegar no cérebro, o vírus se replica causando inflamação e inchaço. Os primeiros sintomas podem ser semelhantes a gripe com febre, dor de cabeça e fraqueza, com forme a doença progride, como confusão, dificuldade de pensar, alucinações, sinais agressivos e convulsões”, pontuou o profissional.

Forma de contágio

Dr. Fernando explicou o processo de contágio da doença, informando que os humanos podem sim pegar raivaa caso sejam mordidos por um animal que possui o vírus. "Ele se replica no cérebro e nas glândulas salivares, justamente para na hora transferir para a pessoa que foi mordida”, declarou.

"A pessoa que foi mordida tem que procurar, imediatamente, um posto de saúde para ela fazer um protocolo chamado vacinação pós exposição. Isso ajuda o corpo a lutar contra o vírus antes que ele chegue ao cérebro. Porque se chegar ao cérebro e começar a mostrar os sintomas para raiva, as chances de sobreviver são mínimas”, ressaltou.

Prevenção

Para a prevenção, o veterinário salienta a importância da vacinação dos animais e do acompanhamento clínico tanto do tutor quanto do pet. "É recomendado que qualquer mordida, seja de um cão, seja de um gato, ou seja de outro animal, procure um órgão de saúde”, comentou.

"É importante, e extremamente necessário, que todo animal que tem acesso a rua, ou mora em um ambiente que possa ter acesso de um animal que vem da rua, sejam vacinados contra a raiva", finalizou.

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