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Animais marinhos assustam banhistas de famosa praia de Camaçari: "Meu marido foi picado e a perna inchou"

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Banhistas fazem alerta sobre animais marinhos com risco à saúde humana em praia de Camaçari  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Maycol Douglas

por Maycol Douglas

maycol.douglas@bnews.com.br

Publicado em 17/03/2026, às 10h24 - Atualizado às 15h32



Banhistas relataram a presença de animais marinhos na Praia de Jauá, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), e acenderam o alerta de possíveis riscos à saúde para os frequentadores do local.

Acontece que animais não identificados na faixa de areia e no mar, além de registros de Caravela-portuguesa, conhecidos por seu alto potencial de causar queimaduras estão preocupando os banhistas.

Em vídeos obtidos pela equipe de reportagem do BNews, uma mulher aparece relatando que o marido foi picado por um desses animais enquanto nadava na praia. Segundo ela, seu companheiro apresentou inchaço na perna após o contato. Além disso, um outro homem também teria sido atingido e precisou de atendimento médico, sendo encaminhado ao hospital.

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A presença da Caravela-portuguesa preocupa os salva-vidas que trabalham na praia de Jauá. Em outro vídeo que circula nas redes sociais, os profissionais alertam as famílias que vão curtir a praia, já que o animal possui tentáculos com toxinas que podem provocar dor intensa, queimaduras e reações alérgicas em humanos. 

O BNews entrou em contato com a assessoria do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), e, em resposta, a instituição emitiu o seguinte comunicado:

"Em atenção à solicitação sobre os vídeos registrados na praia de Jauá, em Camaçari, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) informa que o animal em questão trata-se, muito provavelmente, de um representante dos invertebrados marinhos, podendo ser um molusco conhecido popularmente como “lesma-do-mar” ou um equinodermo denominado “pepino-do-mar”, ambos comuns no litoral da Bahia.

De modo geral, esses organismos são considerados inofensivos ao toque na grande maioria das espécies, não representando risco significativo à saúde humana em situações de contato ocasional. Ainda assim, como qualquer animal silvestre, não se recomenda a manipulação desnecessária, tanto para evitar eventuais reações individuais quanto para garantir a integridade do próprio animal.

Ressaltamos que informações que associam esses organismos a casos de envenenamento devem ser tratadas com cautela, uma vez que, até o momento, não há evidências técnicas que confirmem a ocorrência relatada nos conteúdos divulgados. A propagação de informações não verificadas pode gerar alarme indevido e contribuir para a desinformação da população.

Aproveitamos para destacar que o Disque Denúncia do Inema é um canal direto de comunicação com a sociedade, destinado ao recebimento de informações sobre crimes e irregularidades ambientais em todo o território baiano. Por meio desse serviço, o cidadão pode colaborar com a proteção do meio ambiente, denunciando práticas ilegais como desmatamento, queimadas, poluição de rios e tráfico de animais silvestres, entre outras infrações.

As denúncias podem ser realizadas pelo telefone 0800 071 1400 ou pelo e-mail denuncia@inema.ba.gov.br, com garantia de sigilo da identidade do denunciante, sendo possível também o registro de forma anônima.

Por fim, o Inema informa que segue acompanhando a situação e permanece à disposição para eventuais esclarecimentos".

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