Cidades

Cidade brasileira toma decisão surpreendente e proíbe uso de carros e motos nas ruas: “Não tem acidente”

Foto: João Campos / Prefeitura de Afuá
Desde 2002, Afuá aboliu carros e motos, promovendo um estilo de vida sustentável e seguro para seus moradores.  |   Bnews - Divulgação Foto: João Campos / Prefeitura de Afuá
Dan Gama

por Dan Gama

redacao@bnews.com.br

Publicado em 15/05/2025, às 16h27



Na ilha de Marajó, em Afuá, município do Pará, não existem mais os sons dos carros ou buzinas de motos. Todos esses “efeitos sonoros” deram lugar aos sons leves de bicicletas e das águas.

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A cidade é construída em uma região alagadiça, sendo literalmente suspensa sobre as águas, as ruas possuem passarelas de madeira erguidas a cerca de 1,20 metros acima do nível dos rios que atravessam o território.

Por uma decisão municipal tomada em 2002, nenhum carro, moto ou veículo com motor pode transitar pelas ruas. Além disso, Afuá também retirou a sinalização, semáforos e as regras formais de tráfego. Por não haver placas e faixas, o município precisa contar com a organização dos moradores – regida pela cultura local – que aprenderam a navegar e pedalar.

O deslocamento em Afuá acontece em 75% por meio de veículos não motorizados. Nessas circunstâncias, a criatividade toma conta e os moradores transformam uma simples bicicleta em diversos meios de transporte. Alguns deles são: Bicitáxi (Junção de duas bicicletas, formando um “quadriculo”); Bicilância (Adaptação de ambulância com maca e suporte para oxigênio); Coleta de lixo (Triciclos e quadrículos a pedal). Até mesmo o patrulhamento realizado pela polícia é de bicicleta – Exceto em casos de sérias emergências, onde os poucos veículos oficiais registrados, que pertencem exclusivamente às autoridades, são usados para a resolução do problema.

A secretaria de saúde, na época, Valéria Lacerda de Araújo, afirma que a decisão evita acidentes.

"Aqui tem a vantagem que não tem acidente de trânsito, então não temos trauma. Às vezes uma criança ou um bêbado cai da ponte, ou uma bicicleta bate na outra. É besteira. O trânsito é bem intenso, mas as pessoas não se batem"

Além dos benefícios ao meio ambiente, a decisão também influencia positivamente na saúde da população, que através da locomoção cotidiana, de maneira involuntária, pratica exercícios físicos promovendo o bem-estar.    

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