Justiça
Publicado em 06/04/2026, às 19h45 Redação
A desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia Nagila Brito classificou como um compromisso ampliar a perspectiva de gênero na Justiça baiana. A declaração aconteceu ao comentar o caso do desembargador que disse que "ninguém quer trabalhar" durante a análise de uma pensão alimentícia para uma mulher vítima de violência doméstica.
“Ele já foi tão penalizado por isso. É uma pessoa que está triste, porque inclusive em uma situação específica ele me pediu ajuda para uma moça que estava em situação de violência doméstica. Eu, às vezes, penso que parece que você está tão nervoso, com tantos problemas, que solta algo que vai se arrepender pelo resto da vida”, iniciou a desembargadora.
“Na verdade, vai ser um compromisso nosso de mostrar para todos os colegas que todos nós temos que ter esse olhar com perspectiva de gênero. E tem outras decisões belíssimas de outros desembargadores, de 2020, que dizem que mesmo que ela não trabalhe, aquilo que ela faz de criar a criança, de acordar hoje para dar um remédio, fazer a comida, levar à escola, esse trabalho ele é apenas invisibilizado, mas ele vale muito dinheiro. Ele tem que entrar nessa conta”, complementou.
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A declaração aconteceu nesta segunda-feira (6), durante o lançamento do "Jogo do Espelho", uma nova estratégia da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) para a prevenção à violência contra a mulher. Segundo a desembargadora, essa iniciativa vai ajudar mulheres a se perceberem em situação de violência.
A desembargadora ainda defendeu a medida protetiva como um instrumento importante nesse combate, uma vez que, mesmo que haja a absolvição do homem, “o juiz pode entender que a mulher continua na situação de risco e manter as medidas protetivas de afastamento, de não comunicação, de retirada de arma e o que for necessário”.
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