Justiça
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), com a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), divulgaram notas de repúdio contra a Folha de S. Paulo. O posicionamento tem relação com uma charge publicada pelo jornal.
O desenho, veiculado no último sábado (9), utilizou a imagem de uma lápide com a frase “Vidinha mais ou menos, até perdê-la junto dos penduricalhos”. O objetivo do jornal era ironizar a remuneração da magistratura, mas a publicação repercutiu negativamente no meio jurídico, por ocorrer poucos dias após a morte da juíza Mariana Francisco Ferreira, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Ela morreu em decorrência de complicações ligadas a um procedimento médico para tentar engravidar.
O próprio Supremo Tribunal Federal (STF) já havia se pronunciado no mesmo dia, repudiando a charge. Agora foi a vez do CNJ, da AMB e da Ajufe, que apontaram que a Folha de S. Paulo ultrapassou os limites e desrespeitou um momento de luto vivido pela magistratura.
Em nota, o ministro Luiz Edson Fachin, presidente do CNJ, afirmou que a liberdade de imprensa e o direito à crítica não afastam a necessidade de prudência, responsabilidade e consciência ética, especialmente em contexto de luto. Ele ainda destacou que essa “contínua deslegitimação da magistratura” compromete estruturas essenciais de proteção das liberdades constitucionais e da estabilidade republicana.
Já a AMB afirmou que a publicação do jornal transformou a magistratura em alvo de “escárnio”. A Ajufe também afirmou que a charge teve um efeito “grave e insensível” ao recorrer à imagem de uma lápide, banalizando a morte e o contexto de luto vivido pela categoria.
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