Justiça

De protetores a ladrões: secretário de segurança e guarda são condenados por furto em açougue; saiba detalhes

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Secretário de segurança e GCM furtaram carne, dinheiro e câmeras de estabelecimento em São Paulo  |   Bnews - Divulgação Reprodução / redes sociais
Natane Ramos

por Natane Ramos

Publicado em 16/04/2025, às 20h49



Após furtar açougues, o secretário da Segurança Pública de Ribeirão Pires, na Grande São Paulo, Sandro Torres Amante, foi condenado a 2 anos e 11 meses de prisão pelo crime de furto qualificado, depois de uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo.

O crime ocorreu em junho de 2018, enquanto Sandro era subcomandante da Guarda Civil Municipal de Ribeirão. O agente da segurança realizou a ação criminosa em açougues, roubando a mercadoria, dinheiro e até as câmeras do estabelecimento.

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Além de Sandro, Gutembergue Martins Silva (inspetor-chefe da GCM à época) e o ajudante geral Marcelo Cruz Dallavali também foram condenados pela Justiça no mesmo crime. A Justiça decretou a perda dos cargos públicos dos criminosos.

De acordo com uma denúncia do Ministério Público, os homens foram acusados de furtar quase 60 kg de carne e R$ 28 mil dos açougues Izzo e Parati. Do primeiro, eles levaram 15kg de picanha, 10kg de contrafilé black, 12kg de alcatra, R$ 8 mil. Logo do segundo, foram furtados 20kg de carne bovina, R$ 20 mil em espécie, cheques, câmeras de vigilância, DVD do circuito de monitoramento, roteadores.

O crime foi pensado com antecedência, o trio chegou a redirecionar as câmeras para que o momento não fosse registrado. No entanto, uma das testemunhas reposicionou os aparelhos que conseguiram flagrar Sandro, Gutembergue e Marcelo separando a mercadoria e saindo do local em seus respectivos carros.

Em sua apelação, o procurador Nadir de Campos Júnior comentou sobre a gravidade do ocorrido. "Não é possível que alguém acusado de colocar em risco a segurança pública seja, ao mesmo tempo, o secretário municipal, o prestador do serviço de segurança pública", relatou.

"O Ministério Público continua investigando pessoas que formaram a verdadeira milícia particular dentro da GCM. Isso fez parte da investigação do Gaeco que apontou que o trabalho de segurança privada para o município era desvirtuado da função de segurança pública para que os membros da própria guarnição pudessem desviar o foco das câmeras para que crimes de furto pudessem ser praticados na comarca de Ribeirão Pires", destacou Nadir.

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