Justiça

Desembargadores investigados por venda de decisões são afastados pelo CNJ

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Segundo o CNJ, desembargadores poderão apresentar defesa no prazo de 15 dias  |   Bnews - Divulgação Divulgação | CNJ

Publicado em 02/08/2024, às 11h22   Redação



Os desembargadores Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho, investigados por integrarem um esquema de venda de decisões, foram afastados das atividades, nesta quinta-feira (1º) por determinação da Corregedoria Nacional de Justiça.

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Conforme divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o ministro Luis Felipe Salomão, também determinou a instauração de reclamações disciplinares contra os dois magistrados, além da quebra do sigilo bancário e do fiscal dos investigados e de servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) instituições que os desembargadores fazem parte.

Ainda de acordo com o CNJ, indícios apontam que os magistrados antinham amizade íntima com o falecido advogado Roberto Zampieri – o que os tornaria suspeitos para decidir processos patrocinados pelo referido causídico – e recebiam vantagens financeiras indevidas e presentes de elevado valor para julgarem recursos de acordo com os interesses de Zampieri.

Os desembargadores terão vista dos autos e poderão, se quiserem, apresentar defesa prévia à eventual abertura de Processo Administrativo Disciplinar, no prazo de 15 dias, segundo o CNJ. 

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