Justiça

DIRETO DE BRASÍLIA: Advogada de Marco Buzzi afirma que vai recorrer após condenação de magistrado

Lara Curcino / BNEWS
Marco Buzzi foi condenado a perda do cargo após o STJ entender que houve desvio de conduta  |   Bnews - Divulgação Lara Curcino / BNEWS


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou, nesta quinta-feira (6), o ministro Marco Buzzi que foi acusado de importunação sexual. Após o julgamento, a advogada de defesa do magistrado, Maria Fernanda Saad, afirmou que pretende recorrer da decisão da corte.

Segundo afirmou durante coletiva com a imprensa, não pode dar detalhes do julgamento nem do placar, mas que a defesa pretende ir atrás dos próximos passos. Saad ainda afirmou que respeita a decisão, mas discorda.

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“Nós não podemos dar detalhes em razão do sigilo do caso, mas como vocês já sabem o resultado, nos respeitamos embora discordemos veementemente. Agora iremos avaliar, à luz da nova resolução, quais serão os próximos passos, recursos e ações”, declarou a advogada.

Questionada pelo BNews sobre o resultado do julgamento, a advogada afirmou que não irá falar devido a decisão do ministro que a advertiu ainda dentro da sessão. Conforme ela, a decisão de condenação foi vazada e o presidente do STJ orientou que o sigilo fosse mantido.

Condenação de Buzzi

O magistrado foi condenado por maioria absoluta a perda do cargo por violação dos deveres, sendo a primeira condenação da nova sanção disciplinar contra magistrados. Anteriormente, a condenação mais grave contra magistrados era a aposentadoria compulsória, entretanto, após mudanças  promovidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a maior condenação passou a ser a perda do mandato.

Marco Buzzi foi condenado devido a denúncias de assédio sexual contra uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos do magistrado. Após a primeira denúncia, uma ex-funcionária do gabinete do magistrado também alegou ter sido vítima de assédio sexual por parte dele.

Agora, o STJ irá comunicar a Advocacia-Geral da União (AGU) que, em até 30 dias úteis, acionará o Supremo Tribunal Federal (STF) para efetivar a perda do cargo.

Classificação Indicativa: Livre

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