Justiça

DPE inicia atendimento a pacientes que sofreram complicações após cirurgias na Clínica Clivan

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Pacientes devem apresentar documentação e relatos para formalizar denúncias e buscar reparação por complicações após cirurgias  |   Bnews - Divulgação Foto: Divulgação
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 13/05/2026, às 12h00



O drama vivido por pacientes que buscavam recuperar a visão na Clínica Clivan, em Salvador, ganhou um novo capítulo assistencial. A Defensoria Pública da Bahia (DPE-BA) oficializou a abertura de uma força-tarefa voltada exclusivamente para as vítimas que sofreram danos graves, incluindo perda de visão e infecções severas, após passarem por procedimentos de catarata na unidade.

A iniciativa surge como um socorro imediato para frear o desamparo de dezenas de famílias. Os defensores agora correm contra o tempo para reunir provas e garantir que os pacientes, que saíram do centro cirúrgico direto para um quadro de cegueira ou dor crônica, recebam o suporte médico que a clínica teria falhado em oferecer.

Foco no amparo jurídico e saúde

Diferente de um atendimento convencional, o mutirão da Defensoria foca em centralizar as demandas para dar mais peso às ações contra a empresa. Muitos relatos que chegam ao órgão apontam uma "negligência em série", onde o acompanhamento pós-operatório foi praticamente inexistente enquanto os quadros de infecção avançavam.

Os afetados precisam apresentar que foram atendidos pela Clivan, levar os exames feitos antes e depois da cirurgia; e relatar detalhadamente as respostas (ou a falta delas) dadas pela clínica no momento da crise.

Investigação e responsabilidade

Além da reparação individual, a força-tarefa da DPE-BA quer entender o que aconteceu nos bastidores da clínica. Há uma suspeita latente sobre as condições sanitárias e a qualidade dos insumos usados durante os procedimentos. O órgão não descarta o ajuizamento de ações coletivas, o que pode acelerar o bloqueio de bens para futuras indenizações e custeio de tratamentos urgentes na rede privada, caso a rede pública não suporte a demanda.

A Clínica Clivan, que já se encontra sob a lupa das autoridades sanitárias, terá que prestar contas sobre cada prontuário solicitado pelos defensores. Enquanto a justiça caminha, a Defensoria segue de portas abertas em sua sede para acolher quem ainda não teve coragem ou meios de formalizar a denúncia.

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