Justiça

Ex-CEO do Boticário é alvo de terceira ordem de despejo de imóvel de luxo em badalado destino turístico da Bahia

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Empresário é conhecido por ter se envolvido em diversas polêmicas em Trancoso  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Redação

por Redação

redacao@bnews.com.br

Publicado em 22/04/2026, às 10h00 - Atualizado às 10h11



O ex-CEO do Grupo Boticário, Ricardo Nobre, enfrenta a terceira ordem de despejo em área nobre de Trancoso, distrito de Porto Seguro, chamada Orla Sul, motivada por uma dívida milionária e questionamentos sobre a posse do imóvel.

O caso ocorre em uma das regiões mais valorizadas do litoral baiano, marcada por conflitos entre especulação imobiliária e permanência de ocupações.

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Ele é alvo de ações judiciais sobre o caso desde 24 de março de 2024, em função de disputas patrimoniais e cobranças financeiras vinculadas ao mesmo conjunto de bens, reforçando o volume de litígios envolvendo seu nome. Desde a data, os proprietários do imóvel tentam na justiça a remoção do empresário do local. 

"Após expedido o mandado de despejo, ele tem 15 dias para sair. Pode ser usada força policial caso ele não esteja na residência ou se recuse a sair", diz uma fonte ligada ao processo.

A última decisão foi proferida no último dia 10 de abril pela juíza Tereza Júlia do Nascimento, da Vara dos Feitos de Relação de Consumidor Cível e Comerciais, Consumidor e Registros Públicos de Porto Seguro. Segundo o despacho, obtido pelo BNews, a magistrada determinou o despejo coercitivo, autorizando a desocupação forçada com uso de força policial e arrombamento, se necessário.

Problemas antigos

A ação judicial a qual Ricardo Nobre é alvo corre desde 2024, e foi originada por falta de pagamento das taxas de aluguel do empreendimento onde funciona o hotel, 'Villa dos Nativos Boutique', do qual o mesmo figura como inquilino-administrador.

Na época, o proprietário do empreendimento e locador, Roberto Brito, solicitou à Justiça que o inquilino seja despejado e o juiz Fernando Machado Paropat Souza deferiu o pedido.

“Defiro o pedido de despejo formulado pelos autores. Intime-se a parte ré a desocupar o imóvel no prazo de 15 dias, sob pena de desocupação forçada”, disse o magistrado. Ainda segundo a decisão, o réu deixou de pagar os aluguéis durante o trâmite do processo.

Outras polêmicas

Em 2021, o empresário se envolveu em ao menos duas polêmicas. Uma delas foi o desentendimento com a cantora Vanessa da Mata e mais duas amigas, em novembro daquele ano.

De acordo com testemunhas, Ricardo Nobre, teria agredido verbalmente e proferido diversas ameaças contra o trio. Ainda segundo relatos, essa não seria a primeira vez que o acusado se envolve em ocorrência do tipo, já que são várias as denúncias e reclamações por parte da comunidade sobre a conduta dele, sobretudo com seus funcionários.

Antes disso, em janeiro, o empresário Artur Garin revelou ao BNews que foi agredido por Ricardo Nobre, e também pelo seu irmão Wilson Nobre, motorista por aplicativo.

De acordo com Garin, toda a confusão gira em torno de empréstimos de cheques que ele teria feito para administração da pousada em que sua mãe é sócia junto com Nobre, a Vila dos Nativos. Ele afirma não ter recebido as quantias de volta do suposto agressor que o informou que os cheques voltaram.

Procurada pelo BNews, a defesa de Ricardo Nobre optou por não se manifestar sobre o caso por impedimento ético por se tratar de um processo em curso.

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