Justiça
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Sebastião Reis Júnior, falou sobre o combate ao crime organizado e disse perceber que o estado falha no combate e na prevenção. O magistrado pontuou que as organizações criminosas não são mais um fenômeno localizado, mas espalhadas pelo Brasil, algumas das quais atuando como "co-irmãs". As falas ocorreram nesta quinta-feira (14) durante o I Encontro Internacional de Ciências Penais – Temas Atuais, promovido pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA).
"É uma realidade, não há como negar que as organizações criminosas e principalmente as organizações criminosas armadas estão crescendo, e não só crescendo, como elas deixaram de atuar de uma forma localizada. Hoje elas atuam de forma integrada e têm braços espalhados pelo Brasil todo. Então esse evento, essa realidade unindo Rio e Bahia, não ocorre só Rio e Bahia, elas já têm organizações independentes com braços espalhados pelo Brasil ou até mesmo organizações que são co-irmãs que atuam em conjunto, isso é uma realidade", comenotou o magistrado.
O ministro citou a situação de impotência do poder estatal. "É um fenômeno preocupante, porque de uma certa forma a gente percebe um estado sem condições de reagir, sem condições de enfrentar esse fenômeno. É um fenômeno que está em crescimento. Esta semana o Executivo editou um pacote para tentar combater essa criminalidade. Não existe uma solução fácil e nem existe uma solução rápida, é um processo que demanda longo prazo", pontuou.
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