Justiça

Operação em Feira de Santana mira em cartorária afastada, empresários e políciais militares por envolvimento em casos de grilagem

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A Corregedoria do TJBA iniciou apurações em 2024, revelando um esquema que envolve empresários e policiais militares na grilagem urbana  |   Bnews - Divulgação Foto: Divulgação
Claudia Cardozo

por Claudia Cardozo

claudia.cardozo@bnews.com.br

Publicado em 26/11/2025, às 13h00



Uma operação deflagrada pelo Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco) da Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (26) em Feira de Santana, que inicialmente teve como alvo a cartorária afastada Mauracy de Carvalho Barretto, titular do 1º Ofício do Registro de Imóveis, sofreu uma expansão significativa, revelando um esquema complexo de grilagem de terras envolvendo figuras proeminentes da sociedade local.

Apurações preliminares indicam que o advogado Roberto Cajado foi detido em sua residência, no que se configura como uma das prisões de maior relevância da operação até o momento. Além dele, o empresário conhecido como Oyama e seu filho também foram alvos de mandados e conduzidos à delegacia.

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Fontes ligadas à investigação confirmaram à reportagem que a apuração, que começou com a Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) no final de 2024, se ampliou para além das fraudes cartorárias, mirando um poderoso esquema de apropriação ilegal de terras. Na lista de alvos, há empresários e policiais militares sob a suspeita de envolvimento direto no esquema de grilagem urbana. 

Cartorária afastada
A operação inicial do Draco concentrou-se no cumprimento de mandado de busca e apreensão no apartamento da cartorária Mauracy Barretto, no bairro Kalilândia. A titular do 1º Ofício do Registro de Imóveis foi afastada do cargo na segunda-feira (24), por determinação do corregedor-Geral do TJBA, desembargador Roberto Frank, após a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que apura as irregularidades.

Durante a ação na residência de Barretto, documentos foram recolhidos e lacrados pela Polícia Civil, material que foi classificado como relevante para o andamento das investigações.

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