Justiça
por Antonio Dilson Neto
Publicado em 23/03/2026, às 17h19
A Corregedoria Nacional de Justiça abriu, na quinta-feira (19), um pedido de providências para apurar a conduta do desembargador Marco Antônio Pinheiro Cogan, que esteve no local onde a soldado Gisele Alves Santana foi baleada, no Brás, em São Paulo.
O magistrado foi acionado pelo tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, atualmente preso e réu por feminicídio e fraude processual. Ele alegou, inicialmente, que a esposa teria cometido suicídio.
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A investigação foi aberta após solicitação da deputada Sâmia Bomfim, que questiona a postura do desembargador e aponta possível violação ao código de ética da magistratura, que exige imparcialidade e conduta compatível com a função.
De acordo com as apurações, Cogan foi ao prédio após diversas tentativas de contato feitas pelo coronel na manhã de 18 de fevereiro. Ele chegou ao local por volta das 9h e, após encontrar o amigo, seguiu até o apartamento onde a vítima havia sido baleada.
Imagens de câmeras corporais indicam que o desembargador tentou impedir a entrada no imóvel, orientando que o local fosse preservado. Mesmo assim, acabou acompanhando o oficial, que insistiu em entrar.
O magistrado permaneceu no apartamento por cerca de 12 minutos. Durante esse período, segundo os registros, demonstrou incômodo e voltou a pedir que deixassem o local, sem ser atendido.
A soldado chegou a ser socorrida, mas morreu horas depois no hospital.
O caso é investigado tanto pelo Tribunal de Justiça de São Paulo quanto pela Justiça Militar. Procurado pelo portal Metrópoles, o tribunal informou que não comenta apurações em andamento.
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