Justiça

Quem é o empresário dono da Mansão Green e sócio do Feira FC, alvo de operação por apostas ilegais

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Investigação sobre golpes, jogos não autorizados e ocultação de bens mirou Bruno Karttos, empresário e sócio do Feira FC  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 13/08/2026, às 16h40



A operação Aposta Suja, deflagrada nesta quinta-feira (13) pelo Ministério Público e pelo Gaeco, teve, entre os alvos, o empresário baiano Bruno Karttos, sócio da Mansão Green e do Feira Futebol Clube.

A investigação mira um suposto esquema voltado à lavagem de dinheiro, fraudes e operação irregular de apostas virtuais. 


Com mais de 300 mil seguidores em seus perfil do Instagram o influenciador costuma utilizar a rede para exibir um estilo de vida de alto padrão. As postagens combinam a rotina esportiva a imagens de voos privativos, automóveis importados e itinerários internacionais.
Print do perfil de Bruno Krattos | Reprodução/Redes sociais
Print do perfil de Bruno Krattos | Reprodução/Redes sociais

Trajetória profissional e ascensão no ambiente digital

Nascido em Itabuna, no sul da Bahia, Karttos acumulou passagens por diferentes setores do comércio informal e de serviços antes de alcançar projeção no mercado de monetização de redes sociais. Sua trajetória profissional inclui atuações como vendedor ambulante, atendente de almoxarifado e dono de uma barbearia.

Anos mais tarde, montou o restaurante Lampião, voltado à gastronomia regional. A operação do estabelecimento acabou interrompida devido aos impactos econômicos da pandemia de covid-19.

O ingresso no mercado de influência digital aconteceu após o fechamento do crestaurante, quando Bruno aceitou a proposta do parceiro comercial Neto Lima para estruturar a Mansão Green, uma empresa dedicada a estratégias de marketing na internet.

Na seção "Quem somos" do site da Mansão Green, a empresa se define como "uma fábrica de resultados".
Print do site da Mansão Green
Print do site da Mansão Green | Reprodução/Redes sociais

Operação Aposta Suja


De acordo com as investigações do Ministério Público, a organização que foi alvo da Operação Aposta Suja operava por meio de diversos sites de apostas sem autorização do Ministério da Fazenda. Os depósitos realizados pelos usuários seriam direcionados a empresas de fachada e, conforme apurado, as plataformas também impediriam clientes de sacar valores disponíveis em suas contas.

O esquema teria ainda uma etapa de lavagem dos dinheiro, com conversão em criptoativos, pulverização dos valores em múltiplas contas e remessas para o exterior, com o objetivo de reintroduzir o dinheiro na economia formal.

As apurações identificaram movimentações financeiras de dezenas de milhões de reais por empresas e pessoas investigadas. Segundo Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), foram registradas mais de 800 comunicações de operações suspeitas entre 2022 e 2026, envolvendo movimentação financeira superior a R$ 1,4 bilhão.

Desse montante, mais de R$ 100 milhões teriam sido movimentados, isoladamente, por uma das empresas investigadas.

Classificação Indicativa: Livre

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